Déficit em transações correntes do Brasil sobe 5,6% em janeiro, a US$5,1 bi

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 11:36 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil teve déficit em transações correntes de 5,085 bilhões de dólares em janeiro, alta de 5,6 por cento sobre igual mês do ano passado, com maior gasto líquido nas contas de serviços e maiores remessas de lucros e juros ao exterior ofuscando o desempenho positivo da balança comercial.

Apesar de representar um rombo maior na comparação anual, o dado de janeiro veio melhor que o déficit de 5,3 bilhões de dólares estimado por analistas em pesquisa Reuters.

Também foi coberto com folga por Investimentos Diretos no País de (IDP) de 11,528 bilhões de dólares, acima da expectativa de mercado de 9,1 bilhões de dólares.

Na conta de serviços, o destaque ficou com os gastos líquidos de brasileiros fora do país, que somaram 914 milhões de dólares em janeiro, ante apenas 190 milhões de dólares no mesmo mês do ano passado. Os gastos com transportes também saltaram 151 por cento na mesma base, a 436 milhões de dólares.

Já na conta de renda primária, as remessas de lucros e dividendos subiram a 870 milhões de dólares, sobre 314 milhões de dólares em janeiro de 2016. As despesas líquidas de juros, por sua vez, avançaram 11,7 por cento, a 4,5 bilhões de dólares.

Atuando no sentido contrário, de diminuição do rombo, a balança comercial teve superávit de 2,504 bilhões de dólares em janeiro, muito superior à cifra de 647 milhões de dólares um ano antes.

Desta vez, o saldo positivo foi fruto de um aumento nas exportações superior ao observado nas importações, em meio a um cenário de valorização do preço de commodities.

Nos últimos dois anos, o superávit vinha sendo obtido por quedas mais fortes nas importações que nas exportações, com as compras de produtos estrangeiros sendo fortemente afetadas pela recessão econômica.

Em 12 meses, o déficit em transações correntes manteve-se em 1,30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo patamar de dezembro.   Continuação...

 
Sede do Banco Central, em Brasília.    23/09/2015      REUTERS/Ueslei Marcelino