Lula pede rapidez para aprovação de política de desenvolvimento
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou ousadia dos empresários e rapidez do Congresso para transformar em realidade a política de desenvolvimento produtivo apresentada nesta segunda-feira.
Lula mencionou a dimensão dos investimentos da Petrobras, anunciados pelo presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, e advertiu os empresários de que precisarão se preparar de forma "extraordinária" para atender toda a demanda de plataformas, sondas e navios que a petroleira necessitará nos próximos anos.
"Temos que ver se queremos ou não queremos dar esse salto de qualidade no país", disse Lula durante discurso.
O presidente mencionou os programas de desenvolvimento anteriores, como o plano de metas dos anos 1950-1960, e o segundo Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) dos anos 1970.
Com esse novo programa industrial, segundo Lula, o Brasil quer superar 25 anos de incertezas e baixo crescimento. "Foram 25 anos de marasmo e apatia que impediram os empresários de investir em novas fábricas e criar novos empregos na escala demandada pelo nosso imenso desafio social."
O presidente destacou que a política de desenvolvimento produtivo tem metas possíveis para os próximos três anos, mas deve ter continuidade além deste período.
"São orientações estratégicas que, espero, possam servir para o desenvolvimento do Brasil nos próximos 10 a 15 anos."
Ele afirmou também que um plano abrangente como o recém-lançado exige um compromisso entre os setores público e privado, entre governo, trabalhadores e empresários.
Lula dirigiu-se ao líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (DEM-RN), para cobrar rapidez na aprovação das medidas. Continuação...


