Dilma adota discurso político em inauguração de obras do PAC
Por Mair Pena Neto
RECIFE (Reuters) - Citada em praticamente todos os discursos como "mulher arretada", "guerreira" e "comandante", a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, adotou um tom essencialmente político nesta quarta-feira durante a inauguração da obras do PAC no Canal do Jordão, em Pernambuco.
Apontada como potencial candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condição que evita assumir, Dilma disse que o Brasil não pode mais ser o país da esperança no futuro, "mas da esperança de hoje".
A ministra, falando pouco antes do presidente Lula afirmar que fará seu sucessor em 2010, dirigiu seu discurso aos representantes das comunidades beneficiadas pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado.
"O PAC só possui sentido se chegar à população e resolver os imensos problemas que a maioria do povo brasileiro viveu nos últimos anos de forma dramática: ausência de água, ausência de luz elétrica e esgoto a céu aberto."
Segundo Dilma, o PAC tem como um dos seus objetivos assegurar que essas comunidades tenham uma qualidade de vida semelhante à das camadas mais ricas da população.
Recorrendo a uma linguagem figurativa, Dilma disse que o PAC tem uma locomotiva que é o programa de saneamento e habitação, e um dos vagões é transformar o Nordeste num grande pólo de desenvolvimento do país.
A ministra citou como projetos transformadores a refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico, que serão visitados pelos presidentes Lula e Hugo Chávez (Venezuela) ainda nesta quarta-feira.
"Petroleiros e plataformas que antes de 2002 eram importados de outros países serão construídos aqui", disse Dilma, destacando o ano da eleição do governo Lula. Continuação...
