Brasil pede sinal de Obama nas negociações de Doha
GENEBRA (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria dar um sinal para ajudar a impulsionar as negociações comerciais da Rodada de Doha, afirmou na quinta-feira o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.
Os EUA, como fonte da crise que reduziu o crédito, têm que mostrar flexibilidade nas negociações da Organização Mundial de Comércio (OMC), disse Amorim a repórteres depois de se encontrar com o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.
Mas isso só vai acontecer com um sinal da nova administração, segundo Amorim.
"É muito fácil dizer que é um governo por vez...Neste momento líderes têm que mostrar que são líderes. Não podem se esconder atrás de formalidades", disse ele.
Lamy está em intensas negociações com ministros dos Estados Unidos e de outras potências comerciais para avaliar se avanços suficientes podem ser feitos em relação a várias questões da Rodada de Doha, para convocar ministros a Genebra em busca de uma solução.
Amorim explicou que, até onde pode julgar, Lamy ainda não se decidiu sobre a reunião.
O porta-voz da OMC, Keith Rockwell, disse que Lamy vai decidir na sexta-feira se convoca o encontro para a próxima semana, após mais uma rodada de discussões com importantes participantes da rodada.
Líderes do G20 pediram no mês passado que um esboço do acordo de Doha seja feito até o final do ano para ajudar a conter a crise financeira.
(Por Jonathan Lynn)
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