29 de Abril de 2009 / às 10:41 / em 8 anos

OMS não vê redução da gripe suína e deve elevar alerta

<p>Passageiros vestem m&aacute;scara protetora enquanto andam de metr&ocirc; no M&eacute;xico. 29/04/2009.Daniel Aguilar</p>

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Uma criança mexicana morreu no Texas em decorrência do novo vírus de gripe suína, na primeira morte confirmada fora do México. Ao mesmo tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o surto mostrou sinais claros de disseminação ao redor do mundo.

Quase uma semana depois da primeira ameaça aparecer no México, a Espanha registrou o primeiro caso de gripe suína na Europa em uma pessoa que não esteve no México, reforçando a ameaça da transmissão entre humanos.

"Está claro que o vírus está se disseminando e não vemos evidência de que ele esteja reduzindo o ritmo neste momento", afirmou o diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, numa entrevista coletiva.

Com o registro de casos na Alemanha e na Áustria, aumentando o número de países afetados para 9, Fukuda disse que a OMS está perto de elevar seu alerta pandêmico para fase 5, o segundo nível mais alto possível. Segundo fontes, a OMS deve elevar para 5 seu nível de alerta em algumas horas.

Autoridades norte-americanas afirmaram que um menino de 23 meses morreu no Texas - a primeira morte por gripe suína confirmada nos EUA --, mas acrescentaram que ele era do México, onde foram registradas 159 mortes, e estava em visita nos EUA.

O médico Richard Besser, diretor em exercício dos Centros para Controle e Prevenção de Doença dos EUA, disse que o país tem agora 91 casos confirmados em 10 Estados, indo de Nova York à Califórnia.

"Nós vamos encontrar mais casos. Vamos encontrar casos mais graves e eu tenho a expectativa de que continuaremos a ver mais mortes", afirmou Besser.

O presidente Barack Obama, que na terça-feira pediu 1,5 bilhão de dólares em fundos emergenciais para combater a doença, disse que a morte no Texas mostrou que era hora de tomar "precauções extremas" contra o vírus.

Wall Street abriu em alta na quarta-feira, mesmo com dados indicando que a economia dos EUA encolheu a um ritmo mais acelerado que o esperado e os investidores observavam para além dos temores relacionados à gripe em busca de sinais de que a recessão estivesse diminuindo.

Os mercados financeiros estão de olho na disseminação do vírus, mas até agora o impacto econômico em grande parte tem se restringido ao turismo e à indústria farmacêutica.

A menos que um número significativo de mortes comece a ser registrado por uma série de países, aumentando a possibilidade de uma recuperação ainda mais lenta da recessão, os analistas prevêem um impacto limitado nas ações e nos câmbios.

A França anunciou que tentaria fazer a União Europeia banir na quinta-feira os vôos para o México. Argentina e Cuba já pararam com os vôos provenientes do México.

UE, Estados Unidos e Canadá aconselharam contra viagens não-essenciais ao famoso destino turístico. Praticamente todos os casos até agora do Canadá, da Nova Zelândia, de Israel e da Espanha foram associados a viagens ao México.

Fukuda, da OMS, que anteriormente afirmara que o surto poderia acabar como uma "pandemia muito branda", disse que o registro do caso espanhol envolvendo uma pessoa que não havia estado no México sugere que o vírus esteja se espalhando com maior facilidade entre as pessoas.

"Há casos ocorrendo em pessoas que não viajaram", afirmou Fukuda em uma entrevista coletiva.

"No geral, estamos buscando verificar se há muitos tipos dessas infecções ocorrendo, sugerindo que a transmissão esteja ocorrendo independentemente das viagens."

O jornal espanhol El Mundo afirmou que o paciente espanhol teve contato recente com uma pessoa que havia visitado o México.

A gripe suína H1N1 representa o maior risco de uma pandemia em larga escala desde que a gripe aviária reapareceu em 2003, matando 257 pessoas das 421 infectadas em 15 países. Em 1968, a pandemia da gripe "Hong Kong" matou cerca de 1 milhão de pessoas globalmente e uma pandemia em 1957 fez aproximadamente 2 milhões de vítimas.

A nova cepa contém material genético de vírus aviário, suíno e humano e parece ter desenvolvido a capacidade de passar com facilidade de pessoa a pessoa.

Ela não pode ser pega a partir da ingestão de produtos do porco. Apesar disso, o Egito ordenou que todos os porcos do país sejam mortos. Alguns países, como Rússia e China, baniram a importação de porcos dos Estados Unidos.

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