Avião da Air France caiu inteiro no mar, diz investigação

quinta-feira, 2 de julho de 2009 15:32 BRT
 

Por Tim Hepher

PARIS (Reuters) - O avião da Air France que caiu no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris atingiu a água intacto e em alta velocidade, mas ficou seis horas desaparecido até que fosse declarada emergência, disse nesta quinta-feira a agência francesa responsável pela investigação das causas da tragédia.

Evidências dos destroços indicam que o avião caiu com a barriga para baixo e se partiu quando sofreu o impacto com a água.

"O avião não se destruiu enquanto estava em voo. Aparentemente ele atingiu a superfície da água na direção do voo e com uma aceleração vertical intensa", disse Alain Bouillard, que lidera as investigações realizadas pela agência francesa BEA.

Um carrinho de comida foi encontrado no mar com suas prateleiras pressionadas na direção da base, o piso de uma área de descanso da tripulação estava deformado, e uma parte da cauda se soltou do restante da fuselagem -- todas indicações de que aconteceu uma violenta colisão com o oceano, disseram as autoridades.

O voo 447 da Air France caiu no mar após decolar do Rio de Janeiro no dia 31 de maio. As causas exatas do acidente ainda são desconhecidas.

Bouillard disse que o controle aéreo do voo deveria ter sido transferido das autoridades do Brasil para Senegal, mas que isso nunca aconteceu.

O investigador da França afirmou que os pilotos do voo tentaram três vezes realizar contato com um sistema de dados em Dacar, capital senegalesa, por satélite, mas não tiveram sucesso.

Somente pouco antes de 5h30 da manhã (horário de Brasília), mais de seis horas após uma série de mensagens enviadas automaticamente pelo avião reportando falhas técnicas, é que o avião foi oficialmente declarado perdido pela Espanha, cujo espaço aéreo seria atravessado pelo avião antes de chegar à França.   Continuação...

 
<p>Foto de arquivo de um Airbus A330-200 semelhante ao que caiu no Oceano Atl&acirc;ntico ao partir do Rio de Janeiro. REUTERS/HO/Airbus</p>