Brasil e França pedem crédito de ricos contra aquecimento global
Por Fernando Exman
MANAUS (Reuters) - As nações ricas devem oferecer mecanismos de financiamento às mais pobres para o combate às mudanças climáticas, cobraram presidentes e representantes de países amazônicos e da França reunidos na capital do Amazonas nesta quinta-feira.
"Os pobres têm que ser apoiados sem que nenhum país abra mão de sua soberania", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista após o encontro.
Nicolas Sarkozy, presidente francês, também exigiu recursos, além de cobrar que os países ricos apresentem metas numéricas para a redução dos gases do efeito estufa na reunião de cúpula do clima em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro.
"Copenhague deve prever somas provenientes dos países desenvolvidos em direção aos países em desenvolvimento", disse, destacando que os compromissos devem ser para desembolsos a serem realizados a curto prazo.
Para Sarkozy, 20 por cento dos desembolsos --provenientes do mercado de carbono, créditos públicos e mecanismos inovadores-- deveriam ser direcionados para a preservação de florestas.
"É preciso que cada um encontre vantagem, que ninguém se sinta enganado", comentou o presidente da França.
O encontro gerou um documento com diretrizes para balizar os países amazônicos na questão do clima. A declaração reafirmou a proposta do G-77 e da China de obter contribuições de 0,5 por cento a 1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de países desenvolvidos para ações realizadas por países em desenvolvimento.
"Medidas apresentadas por países desenvolvidos como parte de um esforço de mitigação não devem gerar restrições comerciais unilaterais ou fortalecer o protecionismo comercial", acrescentou a nota. Continuação...

