Israel mata 9 em comboio de ajuda e provoca protestos
Por Jeffrey Heller e Alastair Macdonald
JERUSALÉM (Reuters) - Nove ativistas pró-palestinos morreram a bordo de um navio com ajuda humanitária que seguia para a Faixa de Gaza e que foi atacado por soldados israelenses nesta segunda-feira, disse o Exército de Israel em comunicado.
Uma porta-voz militar disse que este é o número final de mortos e que o navio foi levado ao porto da cidade israelense de Ashdod. Mais cedo, autoridades israelenses haviam afirmado que ao menos dez pessoas, ou mais, haviam morrido.
O Exército não forneceu a nacionalidade de nenhum dos mortos ou feridos, mas uma alta autoridade israelense disse que a maior parte das vítimas era turca.
Nesta manhã, fuzileiros navais israelenses invadiram um navio turco de assistência humanitária que ia para Gaza, deflagrando uma crise diplomática e uma sessão de emergência no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Países europeus, assim como a ONU, a Turquia e o Brasil, expressaram indignação com o final violento à tentativa dos ativistas internacionais de furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza.
A Marinha israelense deteve seis navios transportando 700 pessoas e 10 mil toneladas de suprimentos para o enclave palestino governado por islâmicos.
A Turquia acusou Israel de "terrorismo" em águas internacionais e o Conselho de Segurança da ONU fazia uma reunião de emergência. Em Washington, no entanto, os EUA disseram apenas lamentar a perda de vidas e que analisavam a "tragédia".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que estava no Canadá e manifestou apoio total à operação da Marinha, voltou mais cedo de uma visita à América do Norte que deveria terminar na terça-feira com uma reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Barack Obama. Continuação...

