COLUNA-Kassab tem sim o que oferecer ao PT
(As opiniões expressas no texto abaixo são do colunista)
Por Fábio Santos
SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) - No sábado, o conselho político da pré-campanha do ex-ministro Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo vai debater se prosseguirão ou não as conversas para uma eventual aliança do PT com o PSD do atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab.
Por ora, dizem petistas paulistanos, apesar da polêmica que a proposta defendida pelo ex-presidente Lula tem provocado no partido, a tendência é manter as portas abertas.
A razão é simples: a despeito do que dizem alguns analistas, o prefeito tem sim o que oferecer ao candidato petista caso a aliança venha a se realizar. É natural que haja resistências, e estas serão mais estridentes quanto mais forte for a possibilidade de o pacto entre os opositores ser celebrado.
As declarações de Haddad, para quem o prefeito está no fim da fila dos possíveis aliados e a coligação é apenas uma possibilidade difícil, são mais uma demonstração de cautela e valorização da sua posição que uma oposição radical à ideia.
Como o próprio Kassab disse a esta coluna, ele pode dar ao PT a garantia de "fazer mais com menos risco para ser bem-sucedido". É preciso, porém, esclarecer o que as palavras do prefeito significam.
"Qualquer aliança agrega", diz Kassab, mencionando alguns fatores: bases eleitorais, bancada de vereadores e o que chama de "realizações da (sua) gestão".
De saída, o PSD parece não acrescentar muito à candidatura de Haddad, à diferença do PMDB, que poderia dobrar o tempo de TV do petista. Sozinho, o PT deve ter pouco mais de quatro minutos em cada bloco de 30 minutos de propaganda (os 50 segundos garantidos a todos os candidatos, mais estimados 3min26s a que tem direito). Continuação...

