Síria mantém ataques e árabes cogitam armar oposição
Por Erika Solomon e Angus MacSwan
BEIRUTE, 14 Fev (Reuters) - Forças do governo e da oposição ao presidente Bashar al-Assad travaram confrontos nesta terça-feira em cidades de toda a Síria, e autoridades árabes confirmaram que os governos da região estariam dispostos a dar armas à resistência caso a violência não terminasse.
A cidade de Homs, no oeste do país, epicentro dos 11 meses de rebelião contra Assad, sofreu bombardeios pelo 11º dia consecutivo.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que 20 pessoas foram mortas em toda a Síria nesta terça-feira, incluindo militantes da oposição, civis e cinco soldados do governo atingidos em confronto com rebeldes na localidade de Qalaat al-Madyaq.
Intensificando a pressão internacional contra o presidente Bashar al-Assad, a Arábia Saudita propôs uma nova resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) em apoio ao plano de paz da Liga Árabe, depois de uma tentativa anterior ser vetada por Rússia e China.
Mas diplomatas da Liga Árabe disseram que, paralelamente a isso, entregar armas às forças da oposição passou a ser uma opção oficialmente discutida.
Em uma resolução aprovada no domingo no Cairo, a Liga pediu aos países da região que "ofereçam todo tipo de apoio político e material" à oposição. Isso permitiria transferências de armas, confirmaram fontes diplomáticas à Reuters.
"Vamos apoiar a oposição financeira e diplomaticamente no início, mas se a matança pelo regime continuar os civis devem ser ajudados a se proteger. A resolução dá aos Estados árabes todas as opções para proteger o povo sírio", disse um embaixador árabe no Cairo.
A ameaça de apoio militar deve intensificar a pressão sobre o líder da Síria e sobre os governos da Rússia e China, aliados de Assad, mas também pode desencadear uma guerra civil semelhante à ocorrida no ano passado na Líbia. Continuação...

