Morre Robin Gibb, dos Bee Gees, aos 62 anos

segunda-feira, 21 de maio de 2012 09:59 BRT
 

Por Li-mei Hoang

LONDRES, 21 Mai (Reuters) - O vocalista e fundador do Bee Gees Robin Gibb, que junto com os irmãos Barry e Maurice ajudou a definir a sonoridade da era disco com suas batidas funk e harmonias em falsete em hits como "Stayin' Alive" e "Jive Talkin'", morreu após uma longa batalha contra o câncer. Ele tinha 62 anos.

Gibb sofria de câncer de cólon e fígado e, apesar de uma recente melhora em seu quadro de saúde nos últimos meses, ele morreu na noite de domingo.

A família pediu privacidade, mas centenas de mensagens de pesar foram divulgadas pelo microblog Twitter, inclusive de gravadoras e músicos, e em Las Vegas a cerimônia do Billboard Music Awards foi interrompida para um minuto de silêncio, com uma grande foto em preto e branco do artista dominando o cenário.

"A característica voz em vibrato dele foi parte da marca registrada harmônica do trio", disse em nota Neil Portnow, executivo-chefe da Academia Fonográfica, responsável pelo prêmio Grammy, que Gibb recebeu seis vezes.

Nascido em 1949 na ilha de Man (entre a Inglaterra e a Irlanda), Robin se mudou com a família para Manchester, onde ele e os irmãos cantavam em cinemas locais. Depois emigraram para a Austrália, onde os Bee Gees oficialmente lançaram seu primeiro compacto.

Mas os irmãos achavam que o futuro estava na Europa, e voltaram à Inglaterra, onde emplacaram seu primeiro sucesso, "Massachusetts", em 1967.

No mesmo ano, Robin e sua futura esposa, Molly, sobreviveram a um acidente ferroviário que matou 50 pessoas.

Depois de gravar um LP duplo, "Odessa", os irmãos se desentenderam a respeito de qual faixa deveria ser lançada como compacto, e Robin deixou o grupo. Dois anos depois, os Bee Gees se reuniram, para estourar na década de 1970.   Continuação...

 
Robin Gibb, do Bee Gees, posa em frente a placa afixada em prédio no centro de Londres, em maio de 2008. O vocalista e fundador do Bee Gees morreu após uma longa batalha contra o câncer. Foto de arquivo 10/05/2008 REUTERS/Luke MacGregor