Destino de Assad é incerto após negociações sobre crise na Síria
Por Tom Miles e Andrew Quinn
GENEBRA, 30 Jun (Reuters) - As potências internacionais concordaram no sábado que um governo de transição deve ser estabelecido na Síria para pôr fim ao derramamento de sangue no país, mas deixaram em aberto a questão sobre qual papel o presidente Bashar al-Assad pode desempenhar no processo.
O enviado de paz Kofi Annan disse, após conversas em Genebra, que o governo deveria incluir membros da administração Assad e da oposição síria para abrir caminho para eleições livres.
"Cabe ao povo deve chegar a um acordo político, mas o tempo está se esgotando", disse Annan. "Precisamos de medidas rápidas para chegar a um acordo. O conflito deve ser resolvido através do diálogos pacíficos e negociações".
As conversas em Genebra foram descritas como o último esforço para por um fim à crescente violência na Síria, mas enfrentam barreiras, ao passo que a Rússia, aliada mais poderosa de Assad, se opôs à insistência ocidental e de países árabes para que o presidente deixe o poder.
O comunicado final dizia que o governo transitório "poderia incluir membros do atual governo e da oposição e outros grupos, e deve ser formado na base do consenso mútuo".
Mas, em uma vitória para a diplomacia russa, omitiu a linguagem de um esboço anterior, que dizia explicitamente que "iria excluir do governo aqueles cuja presença e participação contínuas minariam a credibilidade da transição e colocariam em risco a estabilidade e a reconciliação".
O ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse estar satisfeito com o resultado das conversas, de que nenhuma solução externa estava sendo imposto à Síria.
Mas a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que o comunicado enviava uma mensagem clara a Assad de que ele deve deixar o poder. Continuação...

