Autoridades do Fed sinalizam maior flexibilização monetária
9 Jul (Reuters) - Três dirigentes do Federal reserve (o Banco Central dos EUA) lançaram as bases nesta segunda-feira para uma terceira rodada de compra de títulos, dizendo que a recuperação do país está sendo fraca e o desemprego, alto demais.
"Nós estamos bem nessa margem, de que se os dados econômicos continuarem abaixo de nossas expectativas - e nosso ponto de vista é que não está havendo progresso em nossa gestão, ou não prevemos progresso em nossa gestão -, por isso, acho que vamos precisar de mais expansão monetária", disse a repórteres o presidente do Fed em São Francisco, John Williams, depois de um discurso na região de Coeur D'Alene, Estado do Idaho.
Mas, numa evidência das divisões no Banco Central dos EUA, o presidente do Fed em Richmond, Jeffrey Lacker, reiterou sua oposição a uma nova rodada de estímulos, em entrevista à rádio da Bloomberg.
O Fed vem mantendo as taxas de juros de curto prazo próximas de zero desde dezembro de 2008 e indicou que iria deixá-las nesse patamar até pelo menos o fim de 2014, para impulsionar a economia. O banco aprovou duas rodadas sem precedentes de afrouxamento monetário, tendo comprado 2,3 trilhões de dólares em títulos de longo prazo para empurrar para baixo o custo dos empréstimos.
No mês passado, depois de uma série de notícias decepcionantes sobre a economia, o Fed cortou sua projeção de crescimento do país, mas tomou apenas uma medida modesta no afrouxamento monetário, adicionando seis meses à chamada Operação Twist, pela qual busca reduzir as taxas por meio da venda de títulos de curto prazo e compra de outros de longo prazo.
Depois da divulgação, na sexta-feira, de um relatório governamental mostrando que em junho as empresas aumentaram a oferta de emprego bem menos do que o esperado, economistas das principais firmas de Wall Street entrevistados pela Reuters avaliaram que as chances de uma nova rodada de afrouxamento monetário são de cerca de 70 por cento - uma alta de 50 por cento em relação a 20 de junho.
DESEMPREGO
Williams, participante este ano do painel que estabelece a política do Fed, disse que cortou sua projeção de crescimento para o próximo ano e meio, e agora avalia que a taxa de desemprego, atualmente em 8,2 por cento, fique acima dos 8 por cento até a segunda metade de 2013.
Ao mesmo tempo, avalia que os preços em queda das commodities, o dólar em alta e a redução no custo da mão de obra vão elevar a inflação para 1,25 por cento este ano e 1,75 por cento em 2013, abaixo da meta projetada pelo Fed, de 2 por cento. Continuação...

