Eleitoras mulheres ajudaram Obama antes, mas podem atrapalhar agora?
Por Patricia Zengerle
WASHINGTON, 4 Nov (Reuters) - Mulheres ajudaram a colocar Barack Obama na Casa Branca em 2008, mas o entusiasmo debilitado delas por ele refletido nas últimas pesquisas criou incerteza sobre quem iria ficar com os votos femininos na eleição de terça-feira.
Há quatro anos, as eleitoras mulheres apoiaram Obama sobre o republicano John McCain por 56 por cento a 43 por cento. Entre os eleitores homens, o democrata liderou McCain por apenas 49 por cento a 48 por cento.
Mas o entusiasmo das mulheres por Obama como presidente diminuiu este ano, dificultando seu caminho para a reeleição. Ele tem um pouco mais de chance de ganhar o voto feminino, mas em várias pesquisas nacionais a liderança do presidente sobre o republicano Mitt Romney entre as prováveis eleitoras diminuiu.
Números divulgados na semana passada pela pesquisa Reuters/Ipsos mostrava que a sua liderança era de apenas 5 pontos percentuais. Entre os eleitores masculinos, era de cerca de 6 pontos.
Os republicanos dizem que Romney começou a conquistar os votos femininos desde sua forte performance no primeiro debate eleitoral em 3 de outubro.
Marguerite Hunsinger, de 59 anos, da Flórida, que estava indecisa, disse que o debate a fez mudar para o campo de Romney.
"Eu era muito, muito cética sobre Romney", disse Marguerite, uma dona-de-casa. "E eu simplesmente achei que ele agiu de maneira muito presidenciável e capaz, e eu concordei mais com as respostas dele".
Em contraste, ela disse que Obama "parecia adormecido... a impressão era a de que ele não estava lá". Continuação...

