Democratas precisam de mais votos em Illinois para voltar à Câmara

domingo, 4 de novembro de 2012 13:53 BRST
 

Por Nick Carey

ROMEOVILLE, EUA, 4 Nov (Reuters) - Parece improvável que os democratas recuperem a maioria na Câmara dos Deputados na terça-feira, apesar de uma pressão em todo o país, e um dos principais motivos pode ser o desapontamento no Estado natal do presidente Barack Obama.

Em Illinois, os democratas começaram a eleição deste ano determinados a reverter uma vantagem republicana de quatro cadeiras na Câmara em 2010, o que lhes deu uma maioria da delegação de Illinois em um Estado considerado solidamente democrata.

O poderoso líder da Câmara de Illinois, Michael Madigan, usou o domínio democrata do governo estadual para redesenhar os distritos eleitorais depois do Censo de 2010 de modo a ajudar os candidatos democratas.

A estratégia funcionou até certo ponto, colocando os republicanos na defensiva, e tornando competitivas seis das 18 disputas de Illinois para o Congresso.

Alguns analistas políticos dizem que os democratas poderiam tirar três cadeiras dos republicanos em Illinois, o que provavelmente não seria o bastante para colocar o partido nacional de volta ao poder na Colina do Capitólio, em Washington.

"Os democratas não vão ganhar a Câmara, a colina é simplesmente muito íngreme para eles a escalarem", disse Michael Mezey, professor de ciências políticas da Universidade DePaul de Chicago.

O republicano Joe Walshi, apoiado pelo movimento conservador Tea Party, deve perder para Tammy Duckworth, veterano da Guerra do Iraque apresentado na Convenção Nacional Democrata, em um distrito fortemente democrata. Dois outros candidatos republicanos, incluindo a relativamente moderada Judy Biggert em um distrito suburbano de Chicago, estão em disputas muito acirradas.

Os democratas também poderiam ganhar cinco cadeiras na Califórnia, mas o restante do mapa nacional não traz nada de bom para eles.

Os republicanos usaram suas vitórias em legislaturas estaduais e em disputas entre governos nas eleições de 2010 para redesenhar os distritos eleitorais em Estados como a Carolina do Norte para contrabalançar as esperadas vitórias democratas em outros lugares.

Mezey espera que os democratas fiquem "com não menos do que cinco cadeiras e certamente não mais do que 10" nacionalmente, bem menos do que as 25 cadeiras que precisam para recuperar a maioria da Câmara dos Deputados, com 435 cadeiras.

 
Ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, participa de comício com o presidente Barack Obama em Bristow, Virgínia, EUA. Parece improvável que os democratas recuperem a maioria na Câmara dos Deputados na terça-feira, apesar de uma pressão em todo o país, e um dos principais motivos pode ser o desapontamento no Estado natal do presidente Barack Obama. 03/11/2012 REUTERS/Jason Reed