Nova York enfrenta crise de moradia após tempestade Sandy

domingo, 4 de novembro de 2012 16:22 BRST
 

NOVA YORK, 4 Nov (Reuters) - Uma crise de moradia afeta Nova York. Vítimas da supertempestade Sandy enfrentavam temperaturas congelantes neste domingo, e autoridades demonstravam a preocupação sobre a capacidade dos eleitores desabrigados conseguirem votar no pleito presidencial de terça-feira.

Falta de combustível e de energia continuam quase uma semana depois de uma das piores tempestades da história dos Estados Unidos. Ela inundou casas na região costeira e deixou muitos sem aquecimento e abrigo. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que de 30 mil a 40 mil pessoas na cidade precisariam de moradia.

Na última noite, pelo menos dois outros corpos foram encontrados em Nova Jersey, e o número total de mortos devido à tempestade nos Estados Unidos subiu para 112.

"As pessoas estão em casas inabitáveis", afirmou o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, ao lado do prefeito Bloomberg, à imprensa. "As pessoas não gostam de deixar as suas casas, mas a realidade vai ser a temperatura".

O governador não deu detalhes de onde os desabrigados serão acomodados.

No início deste domingo, a temperatura caiu para quatro graus Celsius em Nova York, a menor em dias. Uma tempestade pode atingir a já castigada costa de New England nesta semana.

Segundo o prefeito de Nova York, Bloomberg, vai demorar dias até a eletricidade voltar em todos os lugares e o abastecimento de combustível voltar ao normal.

Durante o fim de semana, os prédios de Manhattan voltaram a ficar iluminados. O metrô teve 80 por cento do seu serviço restaurado.

O presidente dos EUA, Barack Obama, em disputa apertada pela reeleição com o republicano Mitt Romney, ordenou ajuda sem demora às áreas afetadas.

Autoridades demonstraram preocupação com o voto dos desabrigados pela tempestade nas eleições desta terça-feira. Centros eleitoriais foram afetados pela tempestade. Bloomberg afirmou que a cidade vai fazer todo o possível para possibilitar que as pessoas votem.

(Por Robin Respaut e Atossa Araxia Abrahamian)