Abismo fiscal dos EUA e crise da dívida europeia preocupam G20
Por Krista Hughes e Julien Toyer
CIDADE DO MÉXICO, 5 Nov (Reuters) - As principais economias do mundo pressionaram os Estados Unidos no domingo para agir decisivamente a fim de evitar uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos, alertando que o chamado abismo fiscal é a maior ameaça ao crescimento global no curto prazo.
A menos que o dividido Congresso norte-americano consiga agir rapidamente para chegar a um acordo depois das eleições de terça-feira, cerca de 600 bilhões de dólares em cortes de gastos do governos e em impostos mais altos terão início em 1o de janeiro e podem levar a economia norte-americana de volta à recessão.
"Se os Estados Unidos não conseguirem resolver o abismo fiscal, isso irá atingir fortemente a economia norte-americana, assim como a economia mundial e japonesa, portanto cada país do G20 irá pedir que os Estados Unidos lide firmemente com isso", afirmou o presidente do Banco do Japão, banco central do país, Masaaki Shirakawa, antes do encontro entre ministros das Finanças e membros de bancos centrais das 20 principais economias do mundo.
Com uma disputada eleição presidencial na terça-feira, assim com as eleições para o Congresso, tem havido um atraso nas ações a fim de evitar o abismo fiscal e há incertezas sobre se o Congresso pode chegar a um acordo.
Delegados europeus na reunião do G20 na Cidade do México estavam particularmente ansiosos por detalhes do plano norte-americano, de acordo com aqueles que participaram das negociações preliminares.
O ministro das Finanças do Canadá, Jim Flaherty, disse que em termos de riscos de curto prazo ao cenário econômico global, o abismo fiscal dos Estados Unidos ultrapassava a crise da dívida europeia.
"Eles podem não lidar com isso até a 11a hora e o 55o minuto, mas eu espero que eles o farão assim como lidaram com seus bancos em 2008", disse ele a repórteres.
O ministro das Finanças da Coreia do Sul, Bahk Jae-wan, prevê que a economia global pode sofrer durante o primeiro trimestre de 2013 por causa das incertezas sobre o abismo fiscal. Continuação...

