Países do G20 buscam maior flexibilidade em metas fiscais

segunda-feira, 5 de novembro de 2012 18:57 BRST
 

Por Julien Toyer e Simon Gardner

CIDADE DO MÉXICO, 5 Nov (Reuters) - As principais economias do mundo vão se conceder mais margem de manobra para atingir suas próprias metas de redução de déficit orçamentário, em vez de arriscar agravar a desaceleração econômica em muitos países, entre eles os Estados Unidos.

Autoridades do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, estão preocupadas com o possível impacto das metas de redução dos déficits das economias avançadas pela metade até o fim do próximo ano.

"Vamos garantir que o ritmo de consolidação fiscal seja apropriado para dar suporte ao crescimento", disse o esboço do comunicado do G20, elaborado para reunião de autoridades de Finanças do grupo nesta segunda-feira, no México.

O G20 concordou em 2010 que as economias avançadas devem reduzir pela metade seus déficits orçamentários até o final do próximo ano. Na ocasião do acordo, a economia global parecia no caminho de uma recuperação da crise financeira dos dois anos anteriores.

Agora a meta parece fora do alcance para muitas economias, incluindo os EUA, por conta da desaceleração do crescimento.

O déficit orçamentário norte-americano ultrapassou 1 trilhão de dólares pelo quarto ano consecutivo no ano fiscal de 2012. O déficit equivale a 7,0 por cento da produção econômica do país.

Enquanto os EUA precisam controlar seus déficits, muitos países do G20 querem evitar uma avalanche de aumentos de impostos e cortes de gastos a partir de 1º de janeiro na primeira economia do mundo, e que foram traçados no ano passado para mostrar que os EUA poderiam enfrentar seus problemas fiscais.

Essas medidas, apelidadas de "abismo fiscal", podem levar a economia dos EUA novamente à recessão, a menos que o Congresso consiga atingir um acordo rapidamente após as eleições presidencial e legislativas da terça-feira.   Continuação...