Americanos votam após longa e árdua campanha pela Casa Branca
Por Patricia Zengerle e Jeff Mason
WASHINGTON, 6 Nov (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, e o republicado Mitt Romney fizeram um esforço de última hora nesta terça-feira para levar seus eleitores às urnas em alguns Estados que decidirão o vencedor de uma prolongada e acirrada campanha pela Casa Branca.
Coroando uma campanha presidencial longa e amarga, os norte-americanos votaram nas seções eleitorais em todo o país. Pelo menos 120 milhões de pessoas devem ir às urnas para dar a Obama um segundo mandato ou substituí-lo por Romney.
A decisão, seja a reeleição do democrata Obama ou a substituição dele pelo republicano Romney, irá ditar os rumos do país nos próximos quatro anos a respeito de gastos públicos, impostos, saúde e questões de política externa, como a ascensão da China e as ambições nucleares do Irã.
As pesquisas nacionais mostram Obama e Romney em empate técnico, mas o presidente tem uma ligeira vantagem em vários Estados estratégicos, principalmente em Ohio, que poderá dar a ele os 270 votos no Colégio Eleitoral necessários para vencer.
Pelo sistema eleitoral norte-americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral com 538 delegados. Cada Estado envia um número fixo de delegados ao Colégio, proporcional à sua representação no Congresso, e em quase todos os Estados o vencedor local leva todos os delegados, independentemente da margem de votos sobre o segundo colocado. Por isso, a eleição acaba sendo decidida em um punhado de Estados.
Romney, multimilionário ex-executivo de uma firma de investimentos e ex-governador de Massachusetts, pode se tornar o primeiro presidente mórmon na história dos Estados Unidos e também um dos norte-americanos mais ricos a chegarem à Casa Branca.
O republicano votou num centro comunitário perto de sua casa em um subúrbio de Boston e partiu para duas viagens de última hora, incluindo o Estado mais importante da disputa, Ohio.
"As pessoas em Ohio sabem que provavelmente decidirão quem será o próximo presidente", disse a uma rádio local. Continuação...

