6 de Novembro de 2012 / às 11:44 / 5 anos atrás

Obama vai tentar acordo fiscal rápido se reeleito, dizem fontes

Presidente dos EUA, Barack Obama, gesticula durante discurso em seu último comício de campanha em Des Moines, Iowa. Caso seja reeleito nestaterça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveiniciar rapidamente, talvez já no dia seguinte, a negociação deum acordo bipartidário que evite o “abismo fiscal” que ameaçalevar os EUA para uma recessão. 05/11/2012 REUTERS/Jason Reed

Por Thomas Ferraro

WASHINGTON, 6 Nov (Reuters) - Caso seja reeleito nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve iniciar rapidamente, talvez já no dia seguinte, a negociação de um acordo bipartidário que evite o “abismo fiscal” que ameaça levar os EUA para uma recessão, disseram assessores democratas no Senado na segunda-feira.

Obama poderia, por exemplo, dizer aos republicanos que, passado o duelo eleitoral, é hora de buscar um terreno comum para lidar com o fim das isenções tributárias da era Bush e com a entrada em vigor de cortes de gastos públicos, dois fatores que sugariam 600 bilhões de dólares da economia dos EUA a partir do começo de 2013.

“Ele deseja que o processo comece imediatamente”, disse um assessor. “Poderíamos avançar rapidamente”, afirmou outro assessor, explicando que os ingredientes básicos de qualquer acordo --maior arrecadação tributária e cortes em benefícios sociais-- já estão sendo debatidos minuciosamente há dois anos.

“Todo mundo sabe o que precisa ser feito”, disse uma das fontes.

O Congresso entra em recesso em dezembro, e um dos assessores disse que a Casa Branca procurou importantes senadores democratas para lhes dizer que Obama espera uma definição antes disso. A Casa Branca não se manifestou.

Caso o vencedor nesta terça-feira seja o republicano Mitt Romney, a busca por um acordo de redução de déficit para substituir os cortes automáticos de gastos e as novas regras tributárias seria postergada para depois da posse dele, em 20 de janeiro.

Mas os parlamentares republicanos rapidamente iniciariam um esforço para adiar os cortes de gastos e elevação dos impostos durante um prazo de seis meses a um ano, dando tempo para a negociação de uma reforma tributária abrangente.

O presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse no domingo que se posicionaria para uma “ponte” temporária que permita ao novo governo e ao futuro Congresso moldarem uma solução.

“Eu acho que isso seria o melhor que a gente poderia esperar, e mesmo que isso seja muito difícil de fazer”, disse ele à CNN.

Os assessores democratas disseram que um acordo de redução do déficit provavelmente conteria muitos elementos de uma negociação que Obama e Boehner quase conseguiram concluir no ano passado, quando o Congresso debatia a elevação do teto de endividamento do governo. Ambos os partidos se propunham a buscar uma redução de 4 trilhões de dólares no déficit público em uma década.

Aquela negociação acabou sendo abandonada. Ela incluiria concessões dos democratas para reduzir programas sociais como o Medicare e o Medicaid, em troca de os republicanos aceitarem aumentar a arrecadação tributária.

Reportagem adicional de Richard Cowan e David Lawder

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