Pior resultado da eleição nos EUA para os mercados? Indefinição
Por Rodrigo Campos
NOVA YORK, 6 Nov (Reuters) - Operadores e investidores parecem concordar em uma coisa sobre a eleição presidencial desta terça-feira nos Estados Unidos: os mercados querem um vencedor claro na manhã seguinte.
A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos mostra uma disputa acirrada nacionalmente. O presidente democrata Barack Obama tem vantagem de dois pontos percentuais sobre seu adversário, o republicano Mitt Romney, que soma 46 por cento. A média de outras pesquisas também mostra Obama com pequena vantagem, embora fundamental, nos Estados decisivos de Ohio, Virgínia e Iowa.
Alguns analistas de mercado preveem cenários apocalípticos se um candidato em particular vencer --previsões que normalmente refletem suas inclinações políticas mais do que qualquer outra coisa.
Mas os mercados odeiam incertezas, e uma eleição presidencial dos EUA sem resultado claro seria a maior delas. Poucos investidores de ambos os lados querem uma repetição da disputa prolongada que se seguiu à eleição de 2000 entre Al Gore e George W. Bush.
"Se acordarmos na manhã da quarta-feira e não soubermos os resultados, isso também atrasa a negociação do 'abismo fiscal', que é a próxima coisa mais importante na nossa agenda", disse o diretor da Lazard Capital Markets em Nova York, Art Hogan.
Os mercados estão aterrorizados com esse próximo passo para os EUA --tentando descobrir como evitar o abismo fiscal, ou 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes de gastos que poderiam afundar a economia norte-americana.
O mercado de ações "tem ficado sem rumo ao longo das últimas semanas, por causa da incerteza sobre como as políticas fiscal e tributária serão no próximo ano", avaliou o diretor de estratégia de investimentos da Contango Capital Advisors em San Francisco, Perry Piazza.
"Você pode argumentar que simplesmente acabar com a incerteza pode levar a um certo rali de alívio", completou. Continuação...

