Reeleito, Obama enfrenta novo desafio com "abismo fiscal"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012 07:50 BRST
 

Por Kim Dixon

WASHINGTON, 7 Nov (Reuters) - Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos na terça-feira à noite, mas enfrentará um novo desafio ao confrontar o "abismo fiscal", uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos que devem tirar cerca de 600 bilhões de dólares da economia se não houver acordo com o Congresso.

Em jogo estão duas questões separadas --reduções individuais de impostos que vão vencer no final do ano e dezenas de bilhões de dólares em cortes de gastos federais que entrarão em vigor no início do ano.

Um fracasso em impedir esse mergulho no abismo pode agitar os mercados norte-americanos e afundar a economia norte-americana em uma recessão, o que pode ter implicações globais. A maneira como Obama enfrenta uma série de desafios --com destaque para uma Câmara dos Deputados controlada por republicanos-- deve caracterizar seu segundo mandato.

Obama, após derrotar o republicano Mitt Romney, vai querer fechar um acordo com os legisladores de Washington antes de 31 de dezembro ou corre o risco de uma recessão no primeiro semestre de 2013, afirmam especialistas em orçamento e conselheiros democratas.

Aliados do presidente dizem que a vitória lhe dará um mandato para obter um grande acordo que ele buscou em seus quatro primeiros anos. Tal pacto levantaria nova receita, faria mudanças em programas populares como o Medicare (saúde) para os idosos e reduziria o déficit federal.

"Eles sinalizaram que querem um grande acordo e acho que Obama será agressivo para conseguir isso", disse o ex-conselheiro democrata da Câmara, Steve Elmendorf.

Obama e a maioria dos democratas estão em desacordo com os republicanos no Congresso sobre a questão mais complexa --se permitirão que os impostos baixos para os norte-americanos mais ricos vençam em 31 de dezembro.

O presidente e a maioria dos democratas querem elevar os tributos sobre a receita acima de 250 mil dólares; os republicanos querem renovar as atuais taxas baixas para todas as receitas.   Continuação...