Após vitória, Obama agora enfrenta mesma economia fraca nos EUA
Por Lucia Mutikani
WASHINGTON, 7 Nov (Reuters) - Os norte-americanos deram ao presidente Barack Obama o benefício da dúvida de que ele reúne as melhores condições de consertar a economia dos Estados Unidos.
Na verdade, pode não haver muito que ele consiga fazer para acelerar o crescimento e o emprego.
A vitória de Obama sobre o republicano Mitt Romney na disputa pela Casa Branca mostrou-se mais difícil devido às frustrações dos eleitores com o fraco ritmo da recuperação econômica e as preocupações com a elevada dívida pública.
A melhor chance do presidente de acelerar o crescimento é remover a ameaça de recessão representada pelos 600 bilhões de dólares em aumento de tributos e cortes de gastos do governo, conhecidos como "abismo fiscal", que já pesa sobre as decisões de investimentos.
E melhor ainda se ele conseguir fazer isso ao mesmo tempo em que garante um acordo de prazo mais longo que coloque o orçamento em um caminho mais sustentável --algo complicado dada a natureza ainda dividida da política em Washington.
"Obama terá que definir algumas dessas questões fiscais para fazer com que a economia avance rapidamente", disse o economista-chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi. "Se ele não conseguir fazer isso, nós vamos ficar travados."
A maior economia do mundo tem enfrentado dificuldades para conseguir qualquer coisa parecida com um crescimento forte desde que saiu da recessão de 2007/09.
O Produto Interno Bruto (PIB) anual se expandiu a uma média de apenas 2,1 por cento nos últimos dois anos. Apenas cerca de 4,5 milhões dos 8,7 milhões de empregos perdidos durante a contração foram recuperados. Cerca de 23 milhões de norte-americanos estão desempregados ou numa situação de subemprego, muitos deles tendo que se contentar com trabalhos de meio período. Continuação...

