BB eleva crédito no 3o tri à custa de margens menores

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 17:21 BRST
 

Por Aluisio Pereira

SÃO PAULO, 8 Nov (Reuters) - O crescimento robusto da carteira de crédito do Banco do Brasil no terceiro trimestre foi insuficiente para agradar o mercado, que viu na piora de margem financeira, eficiência, lucro e rentabilidade razões para castigar as ações da empresa.

De quebra, provisões maiores para perdas com inadimplência, sobretudo para cobrir o Banco Votorantim, adicionou dúvidas sobre quando a instituição no qual o BB detém metade do controle vai parar de comprometer os resultados do conglomerado.

A maior instituição financeira da América Latina teve lucro líquido de 2,728 bilhões para o período, queda de 5,7 por cento na comparação ano a ano e de 9,3 por cento na base sequencial.

Em termos recorrentes, o lucro de 2,657 bilhões de reais, alta anual de 3,3 por cento, veio quase em linha com os 2,636 bilhões de reais esperados por analistas, segundo média de estimativas apurada pela Reuters.

"Aconteceu o que prevíamos, aumento dos volumes e redução das margens", disse a jornalistas nesta quinta-feira o vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do banco, Ivan Monteiro.

De fato, após ter implementado, no final de abril, o programa "BOMPRATODOS", dentro da estratégia do governo federal de usar os bancos estatais para forçar a queda nos spreads bancários, o BB chegou ao final de setembro com uma expansão de 20,5 por cento da carteira de crédito em 12 meses, o dobro da média de seus principais concorrentes privados.

O preço desse avanço, no entanto, foi uma queda anual de 17,1 por cento nas receitas de intermediação financeira, para de 25,08 bilhões de reais. Além disso, a rentabilidade do BB sobre patrimônio líquido, medida de lucratividade entre os bancos, caiu 4 pontos percentuais em 12 meses.

Uma componente dessa piora foi o avanço de 15,5 por cento na provisão para perdas com crédito, para de 3,76 bilhões de reais no terceiro trimestre, embora a inadimplência tenha tido uma alta apenas residual, de 2,11 para 2,17 por cento em 12 meses.   Continuação...