Especialista em computação do Vaticano é condenado em caso de vazamento
CIDADE DO VATICANO , 10 Nov (Reuters) - Uma corte do Vaticano julgou neste sábado o especialista em computação Claudio Sciarpelletti culpado por obstruir a Justiça na investigação de vazamento de importantes documentais papais para a imprensa por parte do ex-mordomo do pontífice.
O mesmo tribunal que condenou no mês passado Paolo Gabriele, ex-mordomo do Papa Bento 16, deu a Sciarpelletti uma sentença suspensa de dois meses. Ele foi acusado de ajudar Gabriele a vazar o documento.
Mas a corte decidiu que ele era culpado apenas por obstrução da Justiça, por ter mudado sua versão dos fatos várias vezes durante a investigação.
Gabriele foi condenado por furto qualificado em um outro julgamento, no mês passado, e sentenciado a 18 meses na prisão por roubar importantes documentos do papa e vazá-los para a imprensa. Ele manteve algumas informações confidenciais em seu computador.
Um dos mais próximos serventes do papa, Gabriele admitiu ter vazado os documentos no que disse ter sido uma tentativa de elucidar a corrupção e o "mal" na sede dos 1,2 bilhão de católicos do mundo.
Sciarpelletti passou uma noite na cela do Vaticano, em 25 de maio, dois dias depois de Gabriele ter sido preso, quando a polícia fez uma busca na casa do ex-mordomo e encontrou muitas cópias de documentos, alguns alegando brigas no tribunal papal e corrupção nos níveis mais altos da Igreja.
Quando a polícia do Vaticano realizou buscas na mesa de Sciarpelletti na Secretaria de Estado --o coração da administração da Santa Sé-- encontrou um envelope fechado, endereçado a Gabriele e com a palavra "pessoal".
Ele continha documentos relativos a um capítulo de um livro sobre corrupção e intrigas no Vaticano, escrito pelo jornalista italiano Gianluigi Nuzzi, que recebeu os documentos de Gabriele.
(Reportagem de Philip Pullella)
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