Grécia obterá mais tempo, mas não ajuda imediata nesta 2a

segunda-feira, 12 de novembro de 2012 17:03 BRST
 

Por Jan Strupczewski e Matthias Sobolewski

BRUXELAS, 12 Nov (Reuters) - Os governos da zona do euro não chegarão a um acordo sobre o desembolso de mais dinheiro para a altamente endividada Grécia nesta segunda-feira, apesar de o país ter aprovado um duro orçamento para 2013, porque não há ainda um consenso sobre como tornar a dívida do país sustentável pelos próximos dez anos.

Ministros das Finanças reunidos em Bruxelas devem, no entanto, dar a Atenas dois anos mais para promover os cortes orçamentários exigidos, uma concessão que vai requerer financiamento de cerca de 32 bilhões de euros, de acordo com um esboço do documento preparado para o encontro.

Empréstimos têm sido adiados desde que Atenas, que recebeu dois pacotes de resgate da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), saiu do rumo de realizar reformas e cortes orçamentários prometidos, em parte como resultado da realização de duas eleições em um espaço de três meses neste ano.

Mas no domingo, o Parlamento grego aprovou um orçamento austero para 2013, depois de na quarta-feira passada ter aprovado um pacote de reformas estruturais, atendendo às condições para a liberação da próxima parcela de 31,5 bilhões de euros em ajuda de emergência por parte da zona do euro.

Mas autoridades afirmaram que a quantia não seria liberada, uma vez que ministros esperam que a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), o FMI e o Banco Central Europeu (BCE), conhecidos como a "troika" de credores, apresentem suas "avaliações de sustentabilidade da dívida".

Como resultado, os ministros podem ter de discutir a questão mais tarde nesta semana, seja frente a frente ou por teleconferência.

"Não haverá decisões definitivas hoje (segunda-feira), mas acho que o sentimento geral é de que o próximo repasse seja feito da forma mais eficiente possível", afirmou o chairman do Eurogroup, que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou querer saber o resultado das discussões dos inspetores da troika durante suas visitas à Grécia antes de decidir quais passos serão dados a seguir.   Continuação...

 
O ministro das Finanças belga, Steven Vanackere (esquerda), cumprimenta o ministro das Finanças grego, Yannis Stournaras (direita), em reunião do Eurogroup em Bruxelas, na Bélgica. 12/11/2012 REUTERS/Yves Herman