Dólar sobe 0,21%, volta a R$2,05 e atinge máxima em mais de 4 meses

segunda-feira, 12 de novembro de 2012 20:20 BRST
 

Por Danielle Fonseca

SÃO PAULO, 12 Nov (Reuters) - O dólar fechou em alta ante o real pela quarta sessão consecutiva nesta segunda-feira, chegando ao maior nível em mais de quatro meses e de volta ao patamar de 2,05 reais, com clima ainda de cautela no cenário externo e baixo volume de negócios.

A moeda norte-americana avançou 0,21 por cento, encerrando a 2,0515 reais na venda. Trata-se da maior cotação desde o dia 28 de junho, quanto fechou a 2,0762 reais, e a primeira vez que voltou nível de fechamento de 2,05 reais desde o dia 2 de agosto, quando ficou em a 2,0507 reais.

Segundo dados da BM&F, o volume negociado foi de 1,056 bilhão de dólares nesta sessão, abaixo dos cerca de 2 bilhões de dólares vistos nos últimos dias.

As questões fiscais dos Estados Unidos e da Grécia têm trazido maior aversão ao risco nos mercados e pode continuar a pressionar o dólar para cima nos próximos dias.

A recente elevação da moeda também deixa o mercado em alerta sobre a possibilidade de o Banco Central voltar a atuar vendendo dólares, mas na avaliação de operadores, isso só aconteceria no caso de uma alta mais brusca da moeda ou próximo do patamar de 2,10 reais.

"Lá fora, a Grécia já conseguiu aprovar medidas de austeridade e deve obter um prazo maior para atingir suas metas, mas a crise não vai acabar agora", disse o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, acrescentando que a situação fiscal nos Estados Unidos também pesa.

Apesar da expectativa de que a Grécia receba dois anos extras para alcançar suas metas de superávit orçamentário, o país não deve ter a próxima parcela de ajuda internacional. Ministros de finanças da zona do euro estão discutindo a questão em reunião em Bruxelas nesta segunda-feira.

Nos EUA, por sua vez, o Congresso do país precisa entrar em acordo para evitar 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes de gastos federais previsto para ocorrer no começo do ano que vem, o chamado abismo fiscal.   Continuação...