Sem surpresas, China define nova cúpula partidária
Por Ben Blanchard e Sui-Lee Wee
PEQUIM, 14 Nov (Reuters) - O futuro presidente e o futuro premiê da China iniciaram nesta quarta-feira a ascensão cuidadosamente roteirizada até o escalão superior do poder, ao serem promovidos ao comitê central do Partido Comunista.
A agência de notícias Xinhua confirmou que o vice-presidente Xi Jinping e o vice-primeiro-ministro Li Keqiang foram eleitos para o comitê ao final do congresso partidário quinquenal, conforme já era amplamente previsto.
"O congresso elegeu um novo comitê central do partido e substituiu os líderes mais antigos por outros mais jovens", disse o presidente Hu Jintao, que vai deixar o cargo, na cerimônia de encerramento do congresso.
As mudanças na liderança foram definidas de antemão pelos anciões do partido e por líderes prestes a se aposentarem, preocupados em preservar seu poder político e proteger interesses familiares.
Definida a lista, ela é submetida à aprovação dos 2.270 delegados partidários -- uma mistura de operários-padrão, executivos de empresas, militares e minorias étnicas em trajes típicos, todos leais ao PC.
O novo comitê central tem 205 membros plenos, e cerca de 170 suplentes. Esse comitê central irá, por sua vez, eleger na quinta-feira um Politburo com cerca de 25 integrantes, e um Comitê Permanente do Politburo, o círculo máximo de poder, que possivelmente será reduzido dos atuais nove para sete integrantes.
Em março, quando o Parlamento se reunir para sua sessão anual, Xi deve ser eleito presidente do país, sucedendo a Hu Jintao. Será então a segunda sucessão ordeira no regime comunista chinês desde sua ascensão, em 1949.
Xi e Li já têm presença assegurada no Comitê Permanente. Wang Qishan, guru financeiro recém-eleito para o Comitê Central de Inspeção Disciplinar, também deve ganhar lugar no Comitê Permanente, como encarregado do combate à corrupção. Continuação...

