14 de Novembro de 2012 / às 11:45 / 5 anos atrás

Chefe do Pentágono alerta para conclusões precipitadas em escândalo

Secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, fala durante coletiva de imprensa após reunião com autoridades australianas, em Perth. Panetta alertou contra as conclusões precipitadas a respeito de um general do alto escalão que está sob investigação num escândalo que já derrubou o diretor da CIA. 14/11/2012 REUTERS/Saul Loeb/Pool

Por Phil Stewart e David Brunnstrom

PERTH, Austrália, 14 Nov (Reuters) - O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, alertou nesta quarta-feira contra as conclusões precipitadas a respeito de um general do alto escalão que está sob investigação num escândalo que já derrubou o diretor da CIA.

O general John Allen, principal comandante das forças dos EUA no Afeganistão, nega qualquer irregularidade nos seus contatos com uma mulher que está no centro do escândalo.

Panetta defendeu a decisão de submeter o caso ao inspetor-geral do Pentágono e suspender a nomeação de Allen para outro cargo importante nas Forças Armada. Ele alegou que essa foi uma medida prudente “até que determinemos quais são os fatos”.

Por outro lado, o secretário elogiou a atuação de Allen no Afeganistão, independentemente do resultado do inquérito.

“Ninguém deve saltar para nenhuma conclusão aqui. O general Allen está fazendo um excelente trabalho na Isaf (força internacional no Afeganistão), em comandar aquelas forças”, disse Panetta durante visita à Austrália.

O escândalo começou quando uma socialite da Flórida, Jill Kelley, de 37 anos, denunciou estar recebendo emails intimidatórios de outra mulher, Paula Broadwell. Uma investigação do FBI sobre o caso revelou que Broadwell era amante do general David Petraeus, que por causa disso renunciou na sexta-feira ao cargo de diretor da CIA.

No curso da investigação, descobriu-se que Kelley e Allen trocaram nos últimos dois anos entre 20 e 30 mil páginas de emails e outros tipos de comunicações, que foram entregues no domingo ao Departamento de Defesa.

Mas fontes próximas a Petraeus disseram que nem ele nem Allen tinham um relacionamento amoroso com Kelley, que atuava em ações sociais junto a militares na Flórida.

Segundo fontes ligadas à investigação, o FBI decidiu analisar o caso porque as mensagens entre Allen e Kelley abordavam informações sobre as atividades do chefe da CIA que não estavam disponíveis publicamente.

Um funcionário disse, no entanto, que o número real de contatos entre Allen e Kelley pode ser bem inferior ao que sugerem as mais de 20 mil páginas, porque o material impresso inclui mensagens envolvendo outras pessoas e a repetição das conversas a cada email respondido.

Os investigadores disseram que muitas mensagens tinham tom de “flerte”, mas funcionários disseram, sob anonimato, que Allen negou ter tido um relacionamento extraconjugal com a mulher. O adultério pode resultar em dispensa desonrosa das Forças Armadas dos EUA.

Reportagem adicional de David Alexander, Mark Hosenball, Rick Rothacker, David Ingram, Toby Zakaria, Susan Cornwell, Matt Spetalnick e Margaret Chadbourn

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