Rússia ameaça dura resposta a EUA por lei de direitos humanos

quinta-feira, 15 de novembro de 2012 13:09 BRST
 

MOSCOU, 15 Nov (Reuters) - A Rússia disse aos Estados Unidos nesta quinta-feira esperar uma dura reposta de Moscou caso o Congresso norte-americano aprove uma legislação "desamigável e provocadora" que puniria autoridades russas por violações de direitos humanos.

Legisladores dos EUA podem votar nesta sexta-feira em uma medida que orienta o governo a negar vistos a funcionários russos envolvidos na detenção, abuso ou morte de Sergei Magnitsky, um advogado que morreu na prisão em 2009, além de congelar quaisquer bens que eles tenham em bancos norte-americanos.

"Tal medida vai inevitavelmente ter um efeito negativo sobre o conjunto de relações entre Rússia e Estados Unidos ", disse o porta-voz do Ministério do Exterior da Rússia, Alexander Lukashevich, em entrevista coletiva.

"Nós certamente não vamos deixar a introdução de sanções essencialmente anti-russas quanto a vistos e finanças sem consequências", disse ele. "Vamos ter que reagir, e reagir duramente, dependendo da versão final deste ato hostil e provocativo".

A aprovação do projeto de lei nomeado em homenagem a Magnitsky, que postumamente se tornou um símbolo do abuso da corrupção de russos que desafiam as autoridades, pode minar os esforços para suavizar as relações no início do novo mandato do presidente Barack Obama.

O presidente russo, Vladimir Putin, acolheu favoravelmente a reeleição de Obama, e afirmou querer reforçar os laços e aumentar o comércio entre os países, mas deixou claro que não irá tolerar críticas norte-americanas sobre direitos humanos.

(Reportagem de Steve Gutterman)

 
Foto de arquivo da russa Nataliya Magnitskaya (E), mãe de Sergei Magnitsky, lamentando a morte de seu filho durante funeral em um cemitério de Moscou, em novembro de 2009. A Rússia disse aos Estados Unidos nesta quinta-feira esperar uma dura reposta de Moscou caso o Congresso norte-americano aprove uma legislação "desamigável e provocadora" que puniria autoridades russas por violações de direitos humanos. 20/11/2009 REUTERS/Mikhail Voskresensky