Na véspera de discussão sobre "abismo fiscal", partidos endurecem
Por Richard Cowan
WASHINGTON, 15 Nov (Reuters) - Enquanto o presidente Barack Obama e líderes do Congresso para o orçamento se preparam para conversas sobre a situação fiscal dos Estados Unidos na sexta-feira, para impedir que o país volte à recessão em 2013, democratas e republicanos firmaram suas posições discordantes nesta quinta-feira.
"O que não vamos fazer é aumentar os impostos", disse líder republicano no Senado, Mitch McConnell.
Mas o aumento de impostos sobre os ricos para ajudar a diminuir o déficit foi exatamente o que Obama destacou durante sua primeira entrevista coletiva pós-eleitoral na quarta-feira. Um dia depois, o porta-voz Jay Carney Obama disse que a opinião pública estava firmemente apoiando o presidente recém-reeleito.
Obama "não vai assinar, em qualquer circunstância, uma extensão de cortes de impostos para os 2 por cento mais ricos entre os americanos", Carney disse a jornalistas.
Com essa dura batalha desenhada, Obama se reúne na tarde de sexta-feira com os quatro principais líderes do Congresso pela primeira vez desde a eleição de 6 de novembro.
McConnell, o líder da maioria no Senado Harry Reid, da Câmara dos Deputados John Boehner, e a líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi vão para falar com ele por cerca de uma hora na Casa Branca.
"Vamos para a mesa de boa fé, porque queremos que aconteça alguma coisa", disse Pelosi a jornalistas, acrescentando: "Se não acontecer nada, as conseqüências serão grandes."
Embora os líderes tenham registrado a necessidade de cooperação depois que os democratas venceram as eleições da semana passada, todos os sinais apontam para negociações difíceis sobre como evitar o "abismo fiscal" em 1º de janeiro. Continuação...

