November 15, 2012 / 11:19 PM / 5 years ago

Na véspera de discussão sobre "abismo fiscal", partidos endurecem

3 Min, DE LEITURA

Por Richard Cowan

WASHINGTON, 15 Nov (Reuters) - Enquanto o presidente Barack Obama e líderes do Congresso para o orçamento se preparam para conversas sobre a situação fiscal dos Estados Unidos na sexta-feira, para impedir que o país volte à recessão em 2013, democratas e republicanos firmaram suas posições discordantes nesta quinta-feira.

"O que não vamos fazer é aumentar os impostos", disse líder republicano no Senado, Mitch McConnell.

Mas o aumento de impostos sobre os ricos para ajudar a diminuir o déficit foi exatamente o que Obama destacou durante sua primeira entrevista coletiva pós-eleitoral na quarta-feira. Um dia depois, o porta-voz Jay Carney Obama disse que a opinião pública estava firmemente apoiando o presidente recém-reeleito.

Obama "não vai assinar, em qualquer circunstância, uma extensão de cortes de impostos para os 2 por cento mais ricos entre os americanos", Carney disse a jornalistas.

Com essa dura batalha desenhada, Obama se reúne na tarde de sexta-feira com os quatro principais líderes do Congresso pela primeira vez desde a eleição de 6 de novembro.

McConnell, o líder da maioria no Senado Harry Reid, da Câmara dos Deputados John Boehner, e a líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi vão para falar com ele por cerca de uma hora na Casa Branca.

"Vamos para a mesa de boa fé, porque queremos que aconteça alguma coisa", disse Pelosi a jornalistas, acrescentando: "Se não acontecer nada, as conseqüências serão grandes."

Embora os líderes tenham registrado a necessidade de cooperação depois que os democratas venceram as eleições da semana passada, todos os sinais apontam para negociações difíceis sobre como evitar o "abismo fiscal" em 1º de janeiro.

Ou seja, quando cerca de 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes de gastos gerais ocorrerão se o Congresso não decidir como substituí-los com medidas menos extremas de redução de déficits.

O impulso geral para a responsabilidade fiscal está sendo alimentada por déficits orçamentários que chegaram 1 trilhão de dólares para cada um dos últimos quatro anos, empurrando a dívida do país para além da marca de 16 trilhões de dólares.

A incerteza sobre o abismo fiscal levou analistas a cortar as expectativas de crescimento econômico dos Estados Unidos no início de 2013, uma pesquisa da Reuters nesta quinta-feira.

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