Gregos marcham para marcar revolta de 1973 contra junta militar

sábado, 17 de novembro de 2012 16:39 BRST
 

ATENAS, 17 Nov (Reuters) - Milhares de gregos protestando contra as políticas de austeridade se reuniram em Atenas neste sábado para marcar um sangrento levante estudantil ocorrido há quase quatro décadas contra a junta militar que então governava o país.

O protesto anual frequentemente se torna um ponto central para os grupos que protestam contra as políticas governamentais. Estudantes, professores, trabalhadores e pensionistas depositaram coroas de flores e cravos na escola Politécnica da cidade para honrar os dezenas de mortos da revolta de 17 de novembro de 1973.

"Temos de enviar (ao governo) uma mensagem. A situação pode mudar somente se nós resistirmos", disse Panagiotis Sarantidis, 37 anos, que foi até a Escola Politécnica prestar homenagem aos alunos mortos, segurando a filha nos braços.

Aproximadamente 7 mil policiais foram mobilizados para patrulhar as ruas no centro de Atenas e bloquear as vias com o início da marcha.

Somando-se às tensões deste ano, um partido de extrema-direita negou nesta semana que tenha havido mortes na Escola Politécnica em 1973.

"A maioria de nós sente que isso (a situação atual) é como a junta", disse Apostolis Sabaziotis, um psicólogo de 32 anos, antes da marcha.

Muitos gregos acusam os dois principais partidos do governo de coalizão, o conservador Nova Democracia e o Socialista Pasok, que têm dominado a política desde a queda da junta, de levar o país quase à falência.

(Reportagem de Renee Maltezou e Gina Kalovyrna)