Obama leva elogios e pressão em visita histórica a Mianmar
Por Matt Spetalnick e Jeff Mason
YANGON, 19 Nov (Reuters) - Barack Obama se tornou nesta segunda-feira o primeiro presidente em exercício dos EUA a visitar Mianmar, tentando equilibrar, durante uma frenética passagem de seis horas, os elogios pelo fim do regime militar e a pressão por mais reformas.
Obama foi recebido por uma multidão entusiasmada na antiga capital, Yangon, onde se reuniu com o presidente Thein Sein, um ex-membro da junta militar que promove reformas desde sua posse, em março de 2011, e com a líder oposicionista Aung San Suu Kyi.
"Partilhei com ele o fato de que reconheço serem estes apenas os primeiros passos no que será uma longa jornada", disse Obama, ao lado de Thein Sein, após a reunião.
"Mas achamos que um processo de reforma democrática e econômica aqui em Mianmar que foi iniciado pelo presidente pode levar a incríveis oportunidades de desenvolvimento", acrescentou Obama, usando o nome do país adotado pelo governo local, em vez de Birmânia, como é mais comum nos EUA.
Thein Sein respondeu, em birmanês com um tradutor para o inglês, que os dois lados devem avançar "com base na confiança, respeito e entendimento mútuos".
"Durante nossas discussões, também nos pusemos de acordo sobre o desenvolvimento da democracia em Mianmar e para que a promoção dos direitos humanos esteja alinhada aos padrões internacionais", acrescentou.
A viagem de Obama ao Sudeste Asiático, menos de duas semanas depois da sua reeleição, pretende mostrar como é sério o chamado "giro asiático" promovido por ele, ao transferir o foco estratégico da política externa dos EUA das guerras do Iraque e Afeganistão para o Oriente, em parte para conter a crescente influência da China.
A visita a Mianmar também dá destaque a algo que a Casa Branca promove como sendo um êxito da política externa de Obama -- levar os generais birmaneses a promoverem mudanças com uma surpreendente rapidez no último ano. Continuação...

