19 de Novembro de 2012 / às 12:37 / 5 anos atrás

Dilma diz que Brasil pode ser chance para crescimento da Europa

A presidente Dilma Rousseff responde questões durante coletiva junto com o primeiro-ministro Mariano Rajoy (que não aparece na foto) após reunião bilateral no palácio de Moncloa, em Madri. A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, em visita à Espanha, que o Brasil poderá contribuir para que haja crescimento em países europeus atingidos pela crise econômica internacional. 19/11/2012 REUTERS/Andrea Comas

19 Nov (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, em visita à Espanha, que o Brasil poderá contribuir para que haja crescimento em países europeus atingidos pela crise econômica internacional.

Dilma reafirmou ser “fundamental” o crescimento dos países do bloco para superar as turbulências, criticando o excesso de austeridade.

“O Brasil pode e deve contribuir para que haja mais crescimento econômico, mais possibilidades de solução para a crise, porque ela necessariamente passa pelo crescimento”, disse Dilma em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, em Madri.

Dilma participou da Cúpula Ibero-Americana no fim de semana na Espanha, um dos países mais afetados pela crise. Ela reiterou sua crítica aos países ricos na ação contra a crise econômica mundial, que considera ser recessiva e com excesso de rigor fiscal.

“A combinação de austeridade e crescimento é a melhor maneira de superar os desafios colocados por uma crise”, disse ela ao lado de Rajoy.

A presidente tem defendido a necessidade de investimentos e estímulos ao crescimento como resposta à crise, “fundamental” para evitar o aumento da desigualdade e o desemprego no bloco, atualmente em níveis elevados.

BRASIL DEVE SE ABRIR

Mais tarde, Dilma voltou a defender a cooperação entre países como arma contra crise, ao participar da abertura de um seminário em Madri.

Citou a maior troca de comércio do Brasil com outros países em desenvolvimento, como da América Latina e África, e disse ser “falsa” a noção de que esta expansão implica em menor intercâmbio com parceiros tradicionais, como União Europeia e Estados Unidos.

“O Brasil é um país que deve se abrir, ainda tem uma abertura baixa para o exterior e ela foi extremamente atingida pela crise”, disse Dilma.

Por Hugo Bachega, em Brasília

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