França diz que fundamentos são bons apesar de redução de rating
PARIS, 20 Nov (Reuters) - A França disse que irá responder ao rebaixamento do crédito pela Moody's estimulando reformas econômicas, mas criticou o fato de a agência de classificação de risco ter ignorado os esforços já feitos para buscar reativar a segunda maior economia da zona do euro.
O país já havia perdido a classificação triplo A da Standard & Poor's em janeiro, de modo que a redução da Moody's não foi uma surpresa, mas ela sublinhou dúvidas sobre a habilidade de o presidente socialista François Hollande de reequilibrar as finanças francesas.
O rebaixamento também destacou divergências com a Alemanha. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, disse nesta terça-feira que a França recebeu um "pequeno alerta" da agência.
Apesar disso, o corte da Moody's para Aa1 com perspectiva negativa não afeta o status dos bônus franceses como "portos seguros" na crise que afeta a região, ao lado dos da Alemanha.
"A Moody's questionou a capacidade da França em fazer as reformas, então cabe a nós mostrar que nós vamos fazer essas reformas", afirmou o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, em entrevista na terça-feira.
"A mudança do rating não coloca em questão os fundamentos econômicos do país, os esforços feitos pelo governo ou nosso bom histórico de crédito", afirmou Moscovici.
O governo planeja para 2013 uma redução drástica nos gastos públicos, que seria o maior aperto fiscal em 30 anos. Mas precisa também reverter a desaceleração do crescimento que levou o desemprego para níveis não vistos há 13 anos.
O rebaixamento derrubou o euro 0,30 por cento para 1,2770 em relação ao dólar na noite de segunda-feira, mas a moeda europeia recuperava-se e era negociada a 1,2806 por dólar nesta terça-feira.
O rendimento do principal título público francês de 10 anos estava praticamente estável em 2,10 por cento contra os 2,08 por cento antes do downgrade.
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