Trégua entre Israel e Gaza se mantém, apesar da desconfiança

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 09:32 BRST
 

Por Nidal al-Mughrabi e Alistair Lyon

GAZA/JERUSALÉM, 22 Nov (Reuters) - Um cessar-fogo entre Israel e os palestinos de Gaza estava sendo respeitado nesta quinta-feira, após oito dias de conflito, mas a profunda desconfiança de parte a parte gera dúvidas sobre até que ponto o acordo mediado pelo Egito poderá durar.

Mesmo depois da entrada em vigor do cessar-fogo, na noite de quarta-feira, uma dúzia de foguetes da Faixa de Gaza caiu em Israel, todos em áreas descampadas, segundo um porta-voz policial.

Em Gaza, testemunhas relataram uma explosão logo depois do início da trégua, às 21h (17h em Brasília), mas não houve vítimas, e a causa não está esclarecida.

O acordo evita, ao menos por enquanto, uma invasão terrestre israelense no território palestino, após incidentes que mataram 5 israelenses e 162 moradores de Gaza, incluindo 37 crianças.

O líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, disse que seu movimento islâmico irá respeitar a trégua se Israel o fizer, mas que reagirá a eventuais violações. "Se Israel cumprir, nós vamos cumprir. Se Israel não cumprir, nossas mãos estão no gatilho", disse ele a jornalistas no Cairo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que disputa um novo mandato dentro de dois meses, disse à população que aceitou "esgotar essa oportunidade para uma trégua prolongada", mas que uma abordagem mais dura pode ser necessária no futuro.

Se respeitada, a trégua garantirá aos 1,7 milhão de moradores de Gaza um alívio após vários dias de ferozes bombardeios aéreos, além de conter a saraivada de foguetes disparados por militantes palestinos, que enervavam a população do sul de Israel e pela primeira vez atingiram as regiões de Tel Aviv e Jerusalém.

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Avião comercial israelense sobrevoa Gaza durante o nascer do sol após o cessar-fogo. Um cessar-fogo entre Israel e os palestinos de Gaza estava sendo respeitado nesta quinta-feira, após oito dias de conflito, mas a profunda desconfiança de parte a parte gera dúvidas sobre até que ponto o acordo mediado pelo Egito poderá durar. 22/11/2012 REUTERS/Yannis Behrakis