Desemprego cai ao menor nível histórico em outubro e renda sobe
Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 22 Nov (Reuters) - O desemprego brasileiro voltou a recuar no mês passado, chegando à menor taxa histórica para meses de outubro, ao mesmo tempo em que a renda da população acelerou ligeiramente, indicando que o mercado de trabalho deve continuar a incentivar o consumo no país.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira, o desemprego caiu para 5,3 por cento no mês passado, ante 5,4 por cento em setembro, atingindo o menor nível para outubro desde o início da série histórica em 2002.
O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters mostrou que a mediana das previsões de 25 analistas consultados apontava que a taxa recuaria para 5,3 por cento. As estimativas variaram de 5,0 a 5,6 por cento.
Com o resultado do mês passado, a taxa de desemprego permanece perto do recorde de 4,7 por cento registrado em dezembro do ano passado.
"De maneira nenhuma pode-se dizer que o mercado de trabalho está parado", afirmou o coordenador da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo. "O mercado de trabalho é um reflexo da economia: quando está aquecida, contrata mais e quando não, menos", acrescentou ele.
A redução na taxa de desemprego em outubro foi ancorada por São Paulo, região de maior peso na pesquisa, com cerca de 42 por cento do total. A taxa paulista baixou de 6,5 para 5,9 por cento no período.
"O que se observa nessa época do ano é que começa um movimento de pessoas em busca de trabalho temporário por conta das festas de fim de ano, principalmente nos setores de serviços e comércio", disse Azeredo, acrescentando que boa parte das pessoas que procuraram trabalho foi absorvida.
"São Paulo exerce um efeito farol sobre o mercado de trabalho. Primeiro as coisas acontecem lá para repercutir nas demais regiões", afirmou o técnico do IBGE. Continuação...

