23 de Novembro de 2012 / às 18:18 / 5 anos atrás

Vendas da "Black Friday" têm início antecipado nos EUA

Clientes observam itens à venda numa loja da Macy's em Nova York, nos EUA. 23/11/2012 REUTERS/Keith Bedford

Por Phil Wahba e Jessica Wohl

NOVA YORK/CHICAGO, 23 Nov (Reuters) - A onda de vendas norte-americana conhecida como “Black Friday” começou em um horário mais civilizado e consumidores receberam bem decisões de varejistas como a Target e a Toys R US de antecipar o início de vendas para a noite de quinta-feira.

Eles também demonstraram pouca preocupação com a possibilidade de a economia norte-americana enfrentar o chamado “abismo fiscal”, caso uma combinação de aumento de impostos e cortes de gastos seja ativada em janeiro. Alguns economistas temem que isso possa levar a outra recessão.

Mas a Federação Nacional do Varejo espera que as vendas durante a temporada de festas de fim de ano cresçam 4,1 por cento neste ano.

Há grandes riscos para varejistas norte-americanos, que podem registrar mais de um terço de suas vendas anuais e entre 40 e 50 por cento de seus lucros durante o período, que geralmente tem início com a “Black Friday”.

“Acredito que o consumo é melhor para economia. Acho que você deveria consumir. Se você poupa todo o seu dinheiro, é pior”, disse Saiful Islam, de 21 anos de idade, um estudante de contabilidade de Nova York que entrou na fila da Best Buy para comprar uma variedade de aparelhos. “A fila é ruim, mas as ofertas são boas”.

De acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos, dois terços dos consumidores pretendiam gastar o mesmo dinheiro que gastaram no ano anterior ou não tinham certeza de seus planos, enquanto 21 por cento pretendiam gastar menos e 11 por cento, gastar mais.

COMEÇANDO MAIS CEDO

Ao longo do país, as filas eram longas --na casa de centenas ou mais em muitos lugares-- embora a decisão de antecipar o início das vendas parece ter ajudado. Ao nascer do sol de sexta-feira, era comum, mesmo em grandes lojas em cidades importantes, que o número de funcionários superasse com grande margem o número de clientes.

Embora a mudança tenha sido condenada por funcionários e tradicionalistas porque afastou as pessoas de suas famílias no dia de Ação de Graças, muitos consumidores receberam bem a chance de realizar compras antes da meia-noite ou no início da manhã.

Outros não se mostraram satisfeitos com a medida. Uma petição pedindo que a Target “salve o dia de Ação de Graças” contava com 371.606 assinaturas até a tarde desta quinta-feira.

Alguns trabalhadores usaram o dia para enviar uma mensagem.

OUR Walmart --uma coalizão de atuais e ex-funcionários do Wal-Mart que buscam melhores salários, benefícios e condições de trabalho-- protestou durante meses no exterior de lojas e mirou a “Black Friday” em busca de ação em todo o país.

Em Chicago, quatro ônibus de manifestantes, incluindo alguns funcionários do Wal-Mart, chegaram a uma loja no sul da cidade para um protesto às 7h no horário local. A multidão cantava “Wal-Mart, Wal-Mart, você não presta, trate seus funcionários como deve!”, mas suas atividades não parecem ter impedido consumidores.

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