Vendas da "Black Friday" têm início antecipado nos EUA

sexta-feira, 23 de novembro de 2012 19:37 BRST
 

Por Phil Wahba e Jessica Wohl

NOVA YORK/CHICAGO, 23 Nov (Reuters) - A onda de vendas norte-americana conhecida como "Black Friday" começou em um horário mais civilizado e consumidores receberam bem decisões de varejistas como a Target e a Toys R US de antecipar o início de vendas para a noite de quinta-feira.

Eles também demonstraram pouca preocupação com a possibilidade de a economia norte-americana enfrentar o chamado "abismo fiscal", caso uma combinação de aumento de impostos e cortes de gastos seja ativada em janeiro. Alguns economistas temem que isso possa levar a outra recessão.

Mas a Federação Nacional do Varejo espera que as vendas durante a temporada de festas de fim de ano cresçam 4,1 por cento neste ano.

Há grandes riscos para varejistas norte-americanos, que podem registrar mais de um terço de suas vendas anuais e entre 40 e 50 por cento de seus lucros durante o período, que geralmente tem início com a "Black Friday".

"Acredito que o consumo é melhor para economia. Acho que você deveria consumir. Se você poupa todo o seu dinheiro, é pior", disse Saiful Islam, de 21 anos de idade, um estudante de contabilidade de Nova York que entrou na fila da Best Buy para comprar uma variedade de aparelhos. "A fila é ruim, mas as ofertas são boas".

De acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos, dois terços dos consumidores pretendiam gastar o mesmo dinheiro que gastaram no ano anterior ou não tinham certeza de seus planos, enquanto 21 por cento pretendiam gastar menos e 11 por cento, gastar mais.

COMEÇANDO MAIS CEDO

Ao longo do país, as filas eram longas --na casa de centenas ou mais em muitos lugares-- embora a decisão de antecipar o início das vendas parece ter ajudado. Ao nascer do sol de sexta-feira, era comum, mesmo em grandes lojas em cidades importantes, que o número de funcionários superasse com grande margem o número de clientes.   Continuação...

 
Clientes observam itens à venda numa loja da Macy's em Nova York, nos EUA. 23/11/2012 REUTERS/Keith Bedford