Após operação da PF, Dilma afasta e exonera servidores

sábado, 24 de novembro de 2012 18:28 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA, 24 Nov (Reuters) - Os servidores federais investigados pela operação Porto Seguro, da Polícia Federal, serão "afastados ou exonerados" de suas funções por determinação da presidente Dilma Rousseff segundo nota emitida pela assessoria do Palácio do Planalto neste sábado.

Na sexta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em órgãos do governo federal e no escritório da Presidência da República em São Paulo e deteve três pessoas.

Também foram indiciadas 18 pessoas, entre elas a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado-geral adjunto da União, José Weber de Holanda Alves, acusados de envolvimento em um grupo que obtinha pareceres técnicos fraudulentos que eram vendidos a empresas interessadas.

Outros órgãos que sofreram buscas foram o Ministério da Educação, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

"Todos os órgãos citados no inquérito deverão abrir processo de sindicância. No que se refere aos diretores das Agências, foi determinado o afastamento, com abertura do processo disciplinar respectivo", diz um trecho da nota emitida pela presidente neste sábado.

Um fonte do Palácio do Planalto disse à Reuters, sob condição de anonimato, que Rosemary e Holanda devem pedir exoneração do cargo.

Rosemary é ligada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chegou a assessorá-lo em viagens internacionais.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) informou neste sábado que instaurou processo administrativo para investigar o envolvimento de servidores da Anac no esquema.   Continuação...

 
A presidente Dilma Rousseff em cerimônia do Dia da Consciência Negra no Palácio do Planalto, em Brasília. A presidente determinou que sejam afastados ou exonerados todos os servidores indiciados na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. 21/11/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino