25 de Novembro de 2012 / às 21:04 / em 5 anos

Pesquisa alemã mostra caminho para vacinas mais rápidas contra gripe

LONDRES (Reuters) - Uma vacina experimental baseada em uma molécula relacionada ao DNA protege os animais contra a influenza e pode um dia oferecer uma maneira mais rápida de desenvolver novas vacinas para seres humanos, disseram cientistas alemães no domingo.

Supondo que também funcione em pessoas, a nova abordagem poderia permitir que vacinas comerciais contra a gripe fossem projetadas e manufaturadas em semanas, em vez de em meses.

Fazer vacinas rapidamente é vital no combate à gripe, principalmente durante uma pandemia, quando as autoridades da área de saúde e fabricantes de medicamentos disputam uma corrida para acompanhar as cepas de vírus mutantes.

Vacinas contra gripe vêm sendo tradicionalmente produzidas em ovos de galinha, um processo complicado e demorado. Mais recentemente, algumas empresas começaram a usar culturas celulares animais, com a Novartis em 20 de novembro ganhando a primeira aprovação norte-americana para tal produto.

Ambas as abordagens, no entanto, ainda envolvem o cultivo do vírus, que pode resultar em rendimentos variáveis e atrasos na produção.

A nova vacina desenvolvida por Lothar Stitz do Instituto Friedrich-Loeffler e colegas usa uma abordagem mais rápida. Ela é feita exclusivamente do RNA mensageiro - uma molécula de fita simples que carrega informações dizendo às células que proteínas produzir.

“A única coisa de que precisamos é a sequência dos genes relevantes”, disse Stitz. “É uma nova opção e não demora muito para fazer”.

Sua equipe vacinou ratos, furões e porcos com uma vacina de RNAm e descobriu que a resposta imune era similar ou melhor da encontrada nas vacinas convencionais. Além disso, as novas vacinas mostraram uma eficácia alta em animais muito jovens e muito velhos, o que pode ser um problema com vacinas atuais da gripe.

Divulgando seus resultados no periódico Nature Biotechnology, os cientistas calcularam que uma vacina completa poderia ser produzida dentro de seis a oito semanas do código genético de uma cepa de vírus da gripe que esteja sendo propagada.

(Tradução Redação Rio de Janeiro 55 21 2223 7157)

REUTERS SL

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