Cabral pede que Dilma vete parte do projeto dos royalties
RIO DE JANEIRO, 26 Nov (Reuters) - O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu nesta segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff vete parte do projeto de lei que muda a divisão de royalties do petróleo entre Estados e municípios, preservando a participação de recursos que o Estado recebe das áreas já licitadas.
Cabral, do PMDB, disse após o ato público "Veta Dilma" que respeita a decisão do Congresso Nacional, que aprovou o projeto no início do mês. Mas ele destacou que a presidente Dilma Rousseff deveria vetar ao menos a parte do texto que envolve contratos já licitados.
A posição de Cabral é semelhante à de Dilma, que também defende a manutenção da divisão de royalties de contratos já em execução, distribuição essa alterada pelo projeto de lei.
"O que nós estamos pedindo a Dilma é vetar aquilo que diz respeito ao já licitado, ainda que a nova distribuição de royalties do pré-sal seja injusta, nós respeitamos o Congresso Nacional", afirmou Cabral.
"A Dilma faz o veto parcial, respeitando a decisão do Congresso a partir da escolha dos novos campos de petróleo, e evita invadir os contratos que já foram licitados. Esse é o caminho da pacificação", afirmou o governador a jornalistas.
Nesta segunda-feira cerca de 200 mil pessoas se reuniram no centro do Rio, segundo estimativa da Polícia Militar, para protestar contra mudanças na divisão dos royalties de petróleo.
O ato foi promovido pelo governo do Estado do Rio, que decretou ponto facultativo na administração estadual e liberou o transporte coletivo para que a população pudesse ir à manifestação.
O governador do Estado informou que a perda para os Estados e municípios do produtores já em 2013 ficará em 6,5 bilhões de reais.
"A conta é grave, os números são arrebatadores no orçamento do Estado e comprometem o futuro do Rio. O Estado ficará inviabilizado", disse Cabral em coletiva a jornalistas. Continuação...

