Exportações fracas vão afetar recuperação da China--OCDE

terça-feira, 27 de novembro de 2012 09:47 BRST
 

PEQUIM, 27 Nov (Reuters) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua previsão de crescimento para a economia da China na terça-feira, citando que a crise ainda não resolvida na zona do euro pode afetar a demanda pelas exportações chinesas nos próximos meses.

Embora a segunda maior economia do mundo esteja saindo da pior sequência de desaceleração de crescimento em três anos e o aumento do investimento em propriedade e em infraestrutura esteja apontando para uma recuperação que deve durar até 2014, a OCDE advertiu que as exportações continuam como um ponto fraco.

Ressaltando os riscos para o crescimento, a OCDE reduziu sua previsão de crescimento para o país para 8,5 por cento para 2013, abaixo da previsão de 9,3 por cento feita em maio.

Mas isso ainda é significativamente maior que as estimativas de mercado de 7,8 por cento, segundo uma pesquisa da Reuters feita no mês passado, na sequência dos resultados do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre.

A economia chinesa deve crescer 7,5 por cento neste ano, disse o grupo com sede em Paris em seu último relatório sobre a perspectiva global, com o crescimento subindo para 8,9 por cento em 2014.

"A economia ainda irá enfrentar ventos contrários externos", disse a OCDE. "De acordo com padrões passados, o crescimento da exportação deve permanecer reprimido."

O crescimento em exportações não deve passar dos 9 por cento nos próximos dois anos, disse o grupo, uma forte desaceleração ante a última década, quando a média de crescimento anual era de cerca de 22 por cento.

Se a crise na zona do euro --maior comprador de produtos chineses-- piorar, o crescimento do PIB chinês deve cair 0,6 ponto percentual em 2013, e 1,3 ponto percentual em 2014, completou a OCDE.

(Por Koh Gui Qing)

 
. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua previsão de crescimento para a economia da China na terça-feira, citando que a crise ainda não resolvida na zona do euro pode afetar a demanda pelas exportações chinesas nos próximos meses. 10/11/2012 REUTER/Aly Song