Bancos resgatados da Espanha vão encolher e demitir
BRUXELAS/MADRI, 28 Nov (Reuters) - Os quatro bancos nacionalizados da Espanha terão que reduzir seus balanços em mais que a metade em cinco anos, cortar empregos e impor pesadas perdas a detentores de bônus, sob os planos aprovados pela Comissão Europeia nesta quarta-feira.
As medidas abrem o caminho para que quase 40 bilhões de euros em ajuda da zona do euro seja desembolsada, oferecendo esperança de um fim para a crise bancária espanhola.
A aprovação dos planos definem as reformulações mais drásticas de qualquer sistema bancário europeu ordenadas pela Comissão desde o início da crise bancária em meados de 2007, com o colapso do banco alemão IKB.
"Nosso objetivo é restaurar a viabilidade dos bancos que estão recebendo ajuda para que sejam capazes de operar sem apoio público no futuro", disse o comissário europeu de concorrência, Joaquin Almunia.
Os bancos Bankia, NCG Banco, Catalunya Banc e Banco de Valencia foram nacionalizados depois que um ciclo insustentável de empréstimos durante o boom de uma década do setor imobiliário da Espanha deixou as instituições financeiras com nível perigosamente baixo de capital.
O menor dos quatro bancos, Banco de Valencia, será vendido para uma das instituições mais saudáveis da Espanha, o Caixabank, enquanto os outros três terão de reduzir seus balanços em mais de 60 por cento nos próximos cinco anos.
PERDAS DE EMPREGOS
A solução de venda do Banco de Valencia foi mais barata sob um programa de proteção de perdas que reduzir o tamanho da instituição, disse a Comissão. A Espanha venderá o NCG Banco e o Catalunya Banc em cinco anos ou vai liquidá-los.
Almunia informou que os bancos nacionalizados terão que fechar metade de suas agências durante o processo de reformulação de cinco anos. Continuação...

