IGP-M registra queda de 0,03% em novembro--FGV

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 10:09 BRST
 

SÃO PAULO, 29 Nov (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,03 por cento em novembro, ante variação positiva de 0,02 por cento em outubro, influenciado principalmente pelo recuo dos preços no atacado e pela desaceleração dos alimentos no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira.

Pesquisa da Reuters com 27 economistas mostrava expectativa de um recuo de 0,08 por cento em novembro. As contas variaram de queda de 0,16 por cento a alta de 0,15 por cento..

Em 12 meses, o IGP-M avançou 6,96 por cento e a taxa acumulada no ano é de 7,09 por cento, de acordo com a FGV.

O indicador já havia iniciado a tendência de queda na primeira prévia do mês, mantendo o ritmo na segunda, influenciado pela deflação dos preços no atacado, movimento que voltou a se repetir.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve queda de 0,19 por cento em novembro, ante recuo de 0,20 por cento no mês anterior. Os destaques ficaram para a queda de 35,79 por cento do tomate e o recuo de 4,68 por cento do café em grão.

Em relação à origem dos produtos, a queda do IPA foi puxada pelos produtos agropecuários, com recuo de 0,41 por cento, enquanto os produtos industriais caíram 0,10 por cento.

Entre os estágios de produção, os preços dos Bens Finais registraram queda de 0,50 por cento, ante alta de 0,07 por cento anteriormente. No segmento Bens Intermediários, houve desaceleração para 0,25 por cento, ante alta de 0,41 por cento em outubro.

Já o índice de Matérias-Primas Brutas apresentou variação negativa de 0,41 por cento, contra queda de 1,24 por cento no mês anterior.

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Padeiro tira fornada de pães do forno, em padaria de São Paulo, em novembro de 2002. Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,03 por cento em novembro, ante variação positiva de 0,02 por cento em outubro, influenciado principalmente pelo recuo dos preços no atacado e pela desaceleração dos alimentos no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas. 06/11/2002 REUTERS/Paulo Whitaker