Superávit primário do governo central recua 13% em outubro

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 23:11 BRST
 

BRASÍLIA, 29 Nov (Reuters) - O governo central registrou um superávit primário de 9,914 bilhões de reais em outubro, queda de 13,1 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, por conta do aumento das despesas de custeio e capital, informou nesta quinta-feira o Tesouro Nacional.

No acumulado do ano até outubro, o superávit primário do governo central --que engloba Tesouro, Previdência Social e Banco Central -- soma 64,7 bilhões de reais, 22,1 bilhões de reais, ou 25,4 por cento, a menos que o registrado no mesmo período do ano passado.

A piora do resultado se deve principalmente ao aumento de 12,12 por cento das despesas, ou mais 71,1 bilhões de reais. A receita líquida do governo central, apesar das desonerações feitas pelo governo e também da economia cambaleante, cresceu 7,27 por cento até outubro, ou 54 bilhões de reais, em relação ao mesmo período de 2011.

Em outubro, as despesas de custeio e capital subiram 24 por cento em relação a outubro do ano passado, enquanto a receita líquida subiu 10,27 por cento na mesma comparação.

Outubro é tradicionalmente um mês de resultado fiscal forte, pois a arrecadação sobe com o pagamento da primeira cota ou cota única do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido referente ao resultado do terceiro trimestre.

No mês passado o governo também contou com a receita de 1,1 bilhão de reais em concessões referente ao pagamento do leilão da banda 4G de telefonia móvel.

META FISCAL

O setor público consolidado - que engloba governo central, Estados, municípios e empresas estatais - tem meta de superávit primário de 139,8 bilhões de reais para este ano.

O governo, contudo, já admitiu que não tem condições de cumprir a meta cheia de primário e irá recorrer à prerrogativa de abatimento dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme o previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Pela lei, esse desconto pode chegar a 40,6 bilhões de reais.   Continuação...