Eletrobras renovará concessões com voto favorável do governo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 16:01 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 3 Dez (Reuters) - O governo federal, acionista majoritário da Eletrobras, garantiu a aprovação da renovação antecipada e condicionada das concessões da empresa de energia, em assembleia de acionistas marcada por protestos de minoritários nesta segunda-feira.

A adesão da Eletrobras ao processo, que já era esperada, é fundamental para que a presidente Dilma Rousseff consiga cumprir a promessa de reduzir a conta de luz no Brasil, na média, em 20 por cento em 2013.

Cerca de dois terços de todos os ativos de transmissão e geração de energia alvos da renovação pertencem à Eletrobras.

Além do governo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o braço de participações do banco de fomento, a BNDESPar, votaram a favor da extensão dos contratos envolvendo empreendimentos da Eletrobras.

O fundo norueguês Skagen, importante sócio minoritário da Eletrobras com posição principalmente em ações preferenciais, votou contra a renovação. O encontro foi tumultuado, com uma série de minoritários alegando conflito de interesses no voto do governo federal.

Pouco mais de 95 por cento dos detentores das ações ordinárias representadas na assembleia votaram pela renovação, enquanto 4,9 por cento foram contrários, com parcela mínima de abstenções.

A União tem quase 51 por cento das ações com direito a voto da Eletrobras, enquanto BNDES e BNDESPar possuem juntos outros 23,6 por cento do total.

O Conselho de Administração da Eletrobras tinha recomendado que os acionistas aprovassem a renovação antecipada e condicionada das concessões da empresa com vencimento de 2015 a 2017, apesar da perda de receita anual estimada em 8,7 bilhões de reais.   Continuação...

 
Vista de torres de alta tensão da Eletronorte no Estado do Pará, próximo a Marabá. O governo federal, acionista majoritário da Eletrobras, garantiu a aprovação da renovação antecipada e condicionada das concessões da empresa de energia, em assembleia de acionistas marcada por protestos de minoritários. 30/03/2010 REUTERS/Paulo Santos