Cesp nega manter concessões elétricas e Cteep deve prorrogar contrato

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 18:05 BRST
 

Por Leonardo Goy e Aluísio Alves

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 3 Dez (Reuters) - A geradora de energia Cesp decidiu nesta segunda-feira não renovar as concessões de suas hidrelétricas, no maior revés até o momento para o governo federal conseguir reduzir a conta de luz no ano que vem como prometido.

As quatro empresas mais afetadas pela renovação das concessões --Eletrobras, Cteep e Cemig, além da Cesp-- deixaram para decidir seus destinos na véspera do prazo limite para assinatura dos aditivos aos contratos, para aquelas que optarem pela prorrogação.

"A proposta do governo federal foi insuficiente para atender as necessidades da companhia", disse em entrevista coletiva o presidente da estatal paulista Cesp, Mauro Arce.

Num esforço para garantir adesão à renovação das concessões, o Ministério de Minas e Energia elevou no fim da semana passada as indenizações às transmissoras de energia e aceitou considerar custos adicionais nas hidrelétricas no cálculo do ressarcimento às concessionárias.

Com a proposta melhorada, a Cteep, maior companhia privada de transmissão de energia do país, informou que seu Conselho de Administração voltou atrás e recomendou que os acionistas decidam pela manutenção dos ativos.

Outra que aderiu à prorrogação dos contratos foi a Eletrobras, sem surpresas para o mercado pelo fato de ter a União como controladora, em uma assembleia marcada por protestos de minoritários que alegaram conflito de interesse no voto do principal acionista.

Para lidar com a perda de receita anual estimada em perto de 9 bilhões de reais com a renovação das concessões, a Eletrobras cortará custos e terá que ser mais rigorosa no cálculo do retorno nos leilões de novos projetos de energia.

A companhia e suas subsidiárias foram responsáveis pela viabilização de grandes e polêmicos projetos do setor elétrico, como a hidrelétrica de Belo Monte (PA), num momento em que investidores privados estavam mais cautelosos em investir.   Continuação...