Israel rejeita críticas e vai manter plano para assentamentos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 20:02 BRST
 

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM, 3 Dez (Reuters) - Israel rejeitou na segunda-feira as críticas dos Estados Unidos e da Europa à sua decisão de ampliar seus assentamentos em territórios ocupados, depois do reconhecimento implícito da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Estado palestino.

Washington pediu ao governo israelense que reconsidere seu plano de erguer mais 3.000 casas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, alertando que isso dificulta ainda mais a eventual retomada do processo de paz com os palestinos.

Grã-Bretanha, França, Espanha, Suécia e Dinamarca convocaram os embaixadores israelenses nas suas respectivas capitais para transmitir mensagens semelhantes.

Mas uma autoridade no gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel "continuará erguendo-se por seus interesses vitais, mesmo diante da pressão internacional, e não haverá mudança na decisão tomada".

Israel se irritou com a aprovação na Assembleia Geral da ONU, na quinta-feira, de uma resolução que promove os palestinos do status de "entidade observadora" para o de "Estado não-membro". No dia seguinte a isso, o Estado judeu anunciou a intenção de construir mais moradias para colonos.

Esses projetos, em territórios conquistados militarmente em 1967, são considerados ilegais pela maioria das potências internacionais. Aproximadamente 500 mil israelenses vivem entre 2,5 milhões de palestinos nessas duas áreas.

Numa novidade que gerou alarme entre palestinos e governos estrangeiros, o governo de Israel disse também que determinou um "zoneamento preliminar e um trabalho de planejamento" para a construção de milhares de moradias em áreas como a zona E1, no leste de Jerusalém.

Por causa da oposição dos EUA, Israel nunca construiu nos áridos morros que compõem a zona E1. Obras nessa região poderiam na prática seccionar a Cisjordânia, isolando os palestinos de Jerusalém e prejudicando ainda mais suas chances de conquistar um Estado viável e contíguo.   Continuação...

 
Assentamento judaico de Maale Adumim, é visto próximo a Jerusalém. Israel rejeitou na segunda-feira as críticas dos Estados Unidos e da Europa à sua decisão de ampliar seus assentamentos em territórios ocupados, depois do reconhecimento implícito da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Estado palestino. 03/12/2012 REUTERS/Ammar Awad