Governo desonera folha e reduz impostos da construção civil

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 16:41 BRST
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA, 4 Dez (Reuters) - O governo anunciou nesta terça-feira um pacote de medidas para o setor da construção civil, que implica renúncia fiscal de mais de 3,3 bilhões de reais por ano, em um nova tentativa de incentivar os investimentos e reativar a confiança dos empresários em um momento em que a economia mostra dificuldade de recuperação.

O pacote prevê a desoneração da folha de pagamento do setor que é mão de obra intensivo, redução de impostos e o oferecimento de linha de crédito de 2 bilhões de reais em capital de giro com taxas de juros mais baixas.

O governo foi surpreendido na semana passada pela divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,6 por cento no terceiro trimestre ante o trimestre imediatamente anterior, e que os investimentos recuaram 2 por cento no período.

"Estimular a indústria da construção civil é estimular o investimento do país", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira ao anunciar o pacote de medidas em cerimônia no Palácio do Planalto.

A indústria da construção civil cresceu 0,3 por cento no trimestre passado e, de acordo com a expectativa do setor, deve fechar o ano com alta de 4 por cento --abaixo da estimativa inicial de 5,2 por cento.

Mantega vinculou essa perda de fôlego do setor ao menor ritmo de crescimento do país.

"Em 2011 e 2012 tivemos desaceleração (do setor da construção) como resultado da desaceleraçao da economia causada pela crise internacional. Mesmo assim, em matéria de financiamento essa indústria vem avançando significativamente", comentou.

DESONERAÇÃO   Continuação...

 
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, discursa durante coletiva de imprensa, em Brasília. Mantega anunciou medidas para estimular a construção civil, com a desoneração da folha de pegamento, que vai gerar uma renúncia fiscal de 2,8 bilhões de reais por ano. 07/11/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino