Exportações evitam contração pior na zona do euro no 3o tri
Por Robin Emmott
BRUXELAS, 6 Dez (Reuters) - As exportações de carros e maquinários da Alemanha ajudaram a proteger a zona do euro de uma recessão mais profunda no terceiro trimestre deste ano, enquanto as empresas esvaziaram os estoques e cortaram investimentos, mostrando o papel do comércio na condução de qualquer recuperação.
Confirmando uma contração de 0,1 por cento na produção para o período entre julho e setembro, o escritório de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat, informou nesta quinta-feira que as exportações foram o único setor a dar uma contribuição significativa ao crescimento da economia.
A leitura, que confirma a primeira estimativa de 15 de novembro do Eurostat, mostrou que o bloco de 17 países está em sua segunda recessão desde 2009, resultado dos estagnados gastos do governo e consumo das famílias, e de uma contribuição menor do investimentos e dos estoques no trimestre.
Lutando para sair de sua crise bancária e de dívida pública, a zona do euro contou com as exportações de bens como carros alemães para a China para dar uma contribuição de 0,4 ponto percentual ao Produto Interno Bruto (PIB), e essa tendência deve continuar.
"O comércio e o fim das incertezas em torno do futuro da zona do euro são duas coisas que vão tirar o bloco da recessão", disse o economista do Commerzbank Christoph Weil.
"Esperamos que a economia global acelere e isso dará mais força às exportações da zona do euro", disse ele, estimando crescimento de 0,5 por cento para a Alemanha no próximo ano, mas nada para a zona do euro.
Com o desemprego na zona do euro em um nível recorde e a área de moeda única dividida sobre como resolver a crise bancária provocada pela crise financeira global de 2008/09, as empresas e as famílias estão relutantes em gastar enquanto governos estão buscando reduzir seus déficits orçamentários.
Mas uma recuperação lenta da economia dos Estados Unidos e forte demanda chinesa significam que as exportações alemãs --que respondem por 40 por cento das vendas ao exterior da zona do euro-- ainda tem um mercado mesmo que a demanda no endividado sul europeu murche. Continuação...

